Boi/indicador O valor à vista em reais do indicador do boi gordo Esalq/BM&F fechou ontem a R$ 46,91/arroba, baixa de 0,19%. Em dólar, o preço fechou a US$ 19,24/arroba, queda de 0,52% no dia. A prazo, a cotação ficou em R$ 47,81/arroba, baixa de 0,21%. No Paraná, físico, mantidos os R$ 45,00 de terça-feira.


Boi magro Nelore, 340 kg: R$ 520,00 (US$ 213,2). Garrote, 18 meses, 240 kg: R$ 422,00 (US$ 173,00). Bezerro, 12 meses, 180 kg: R$ 355,00. Desmama, 8 a 10 meses, 160 kg: R$ 320,00.


Mestiços Boi de 320 kg: R$ 416,00. Garrote, 18 meses, 230 kg: R$ 338,00. Bezerro, 12 meses, 165 kg: R$ 284,00. Desmama, 140 kg: R$ 256,00.


Pé no freio Os preços de venda dos ovos não cobrem os custos dos avicultores. Essa defasagem fez o setor diminuir o alojamento de poedeiras para 5,4 milhões em outubro, 17% menos do que em setembro. Os produtores querem adequar a produção ao consumo. Problema ocorre em todos os Estados.


Em baixa Segundo a Associação Paulista de Avicultura, a caixa com 30 dúzias de ovos era negociada em outubro por R$ 21,82 no atacado. Os preços de produção no mesmo período eram de R$ 23. No ano passado, o preço de venda era de R$ 23,95, e o custo de produção, R$ 21,55.


Ovo em pó Um dos motivos da redução dos preços da caixa de ovos frescos é a queda na demanda. As padarias, hipermercados e indústrias de panetone optaram pelo uso acima do esperado do ovo em pó e líquido neste final de ano.


Frango espera Os preços do frango vivo devem reagir até o final desta semana. A demanda vai melhorar e os preços na granja devem acompanhar os do abatido, que já reagiram, segundo a analista Paula Santana Batista, da FNP Consultoria & Comércio.


Diferente de Minas Paula diz que em Pará de Minas (MG), o quilo do frango vivo na granja está a R$ 1,22, acima do R$ 1,10 de São Paulo. Não é normal essa diferença tão grande de preço entre os dois Estados, diz a analista. Segundo ela, os preços vão reagir. No Paraná, frango vivo variou entre R$ 0,95 a R$ 1,05/kg.


No Natal Os suinocultores também estão à espera das próximas semanas, quando o consumo de carne suína se intensifica. Produtores e frigoríficos esperam a reação do mercado porque os consumidores sempre deixam as compras para a última hora. Tradicionalmente, o consumo sobe no fim de ano.


No Paraná O quilo do suíno em pé variou ontem entre R$ 1,33/1,38, em Toledo, e R$ 1,50/1,65 em Umuarama.


Falta pouco O plantio nacional de soja já atinge 93%, segundo a FNP. Goiás, Mato Grosso, São Paulo e oeste do Paraná já encerraram o plantio. Já o de milho atinge 95% e não está concluído apenas no Nordeste.


Reação do milho A reação dos preços do milho pode superar as expectativas até o início da safra de verão, em fevereiro. Rossana Bueno de Godoy, do Deral paranaense, diz que os preços médios de novembro atingiram R$ 10,16 por saca e superaram em 1,19% os de outubro.


Mais alta Neste mês, tomando como base os preços de ontem, a alta já é de 1,67% em relação a novembro. Em média, a saca de milho esteve a R$ 10,32 ontem no Estado do Paraná. Os preços atuais têm aumento de 11,2% em relação aos praticados no mesmo período do ano passado.


Exportações A reação dos preços do milho no Paraná se deve, em parte, ao crescimento das exportações do produto. Até 27 de novembro, as exportações já somavam 5,7 milhões de t. Segundo Rossana, pelo menor 85% desse volume saiu do Paraná, diminuindo os estoques da região.


Milho/chuva As condições climáticas estão favoráveis para o desenvolvimento das lavouras em todas as regiões produtoras. As previsões são
de clima bom até final da safra. A colheita, projetada para fins janeiro, deve trazer fragilidade momentânea ao mercado, mesmo com a pressão de falta do grão, decorrente da redução da área plantada, aumento da demanda e dificuldade de importações, previu ontem o analista da FNP, Adriano J. Timossi.

mockup