COMMODITIES
Dólar preocupa Os produtores foram beneficiados pela alta do dólar neste ano. Os produtos que sofreram os reflexos dos preços externos, soja e o milho, tiveram aumento. A queda do valor da moeda norte-americana nesta semana, no entanto, começa a preocupar.
Insumos caros A queda do dólar pode enfraquecer os preços dos produtos exportáveis. Se isso ocorrer, o custo de produção subirá em relação ao valor recebido, uma vez que os insumos foram comprados com o dólar na casa dos R$ 2,70, diz o cerealista José Pitoli, de Cornélio Procópio.
Brasil vence EUA O Brasil assumiu a liderança nas exportações de soja para a França neste ano, segundo dados do Departamento de Agricultura dos EUA. A posição, até o ano passado, era ocupada pelos norte-americanos.
Importações maiores A maior utilização de farelo de soja na composição da ração fez as importações francesas aumentarem 89% nos dez primeiros meses deste ano. O Brasil, que participava com apenas 6% no ano passado, foi responsável por 53% neste ano. Já a participação dos EUA caiu de 69% para 33%, segundo o Usda.
O efeito dólar O custo elevado do dólar vai gerar redução de US$ 2,5 bi nas exportações dos EUA no ano fiscal que começou em outubro. Apesar da previsão de exportações menores, será a maior receita (US$ 54,5 bi) desde 97. As importações ficarão estáveis em US$ 39 bilhões, diz o Usda. (Vaivém das commodities - Agência Folha)
Café Bolsa de NY voltou a fechar em baixa ontem: 70 pontos para os contratos com vencimento em março (nominal: 45,75 centavos de dólar/libra-peso). A queda poderia ter sido maior se as torrefadores não tivessem entrado comprando quando a cotação estava na mínima do dia: 44,75 centavos dólar/libra-peso.
Café/PR Mercado físico calmo, com cafés finos sendo negociados entre R$ 90,00/95,00, e cafés de qualidade média, entre R$ 85,00/90,00, segundo o corretor Marcos Bacceti. A baixa cotação do dólar (R$ 2,4350) também desmotivou mercado.
Café/ONU A ONU divulgou ontem documento onde avalia as consequências da crise do setor cafeeiro nos países da América Latina. Só no México, 100 mil trabalhadores perderam o emprego.
Boi gordo Média no Paraná ontem: R$ 43,60/arroba (+0,44%). Preço máximo de R$ 45,00, no Noroeste, e mínimo de R$ 39,00 em União da Vitória.
Vaca em pé No Paraná, ontem, média de R$ 39,54/arroba (+1,13%). Máximas de R$ 41,00 em Maringá, Paranavaí e Umuarama. Em Campo Mourão, Apucarana e Cascavel: R$ 40,00. Em Curitiba e Ivaiporã: R$ 39,00. Preço mínimo de R$ 35,00 em União da Vitória. (Amanhã, cotações do gado de reposição).
Soja/PR Média no Paraná ontem: R$ 26,12/saca, com preço máximo de R$ 28,00 em Ponta Grossa e Londrina, e mínimo de R$ 23,00 em União da Vitória.
Soja/Chicago A Bolsa de Chicago fechou em queda ontem, pressionada pelas boas condições climáticas na América do Sul. Os contratos com fechamento em janeiro foram cotados a US$ 4,44/bushel (US$9,79/saca de 60 kg), queda de 2,50 centavos de dólar/bushel. No mercado interno houve algumas quedas isoladas, pressionadas pelo câmbio.
Soja/exportação As exportações brasileiras de soja em grão no mês de outubro, segundo a Secex somaram 827,86 mil t, redução de 44,88%. No acumulado de janeiro a outubro de 2001, as exportações de soja em grão somaram 15,25 milhões de t, um crescimento de 37,76%, quando comparado ao volume exportado no mesmo período do ano 2000 (11,07 milhões de t).
Maior comprador O principal comprador individual da soja em grão no acumulado de janeiro a outubro foi a China, que representa 20,80% do total exportado de janeiro a outubro.
Milho Média no Paraná ontem: R$ 10,33/saca. Preços máximos de R$ 13,00 em Paranavaí, R$ 12,80 em Ponta Grossa, R$ 12,00 em Umuarama, e R$ 11,20 em Apucarana. Em Irati, preço mínimo de R$ 9,50.
Milho/indicador O indicador de milho, calculado pela FGV/BM&F, ficou ontem em R$ 13,10/saca, com baixa de 0,30% no dia. Em dólar, a cotação ficou em US$ 5,39/saca, ganho de 0,56%. O valor a prazo: R$ 13,15/saca (-0,30%).





