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Argentinos Os agricultores argentinos, já castigados pela crise econômica, agora enfrentam o excesso de chuvas nas principais regiões produtoras. De 5 milhões a 6 milhões de ha estão cobertos pelas águas.
Perda no trigo Anderson Galvão, consultor da MPrado Consultoria, de Uberlândia (MG), e que percorreu mil quilômetros de lavouras argentinas, diz que o trigo é o mais prejudicado. Há perda de produtividade e de qualidade. Trigo argentino não terá qualidade este ano.
Estrago no milho A cultura do milho também foi afetada, e parte dela deverá ser replantada. O mesmo ocorre com o girassol. O período ideal para o plantio dessas duas culturas, no entanto, se esgota nas próximas semanas.
Soja como opção Se as chuvas persistirem, as áreas destinadas ao milho e ao girassol vão acabar sendo semeadas com soja, produto que poderá ser plantado até a primeira quinzena de janeiro. Por isso, alguns analistas argentinos prevêem safra de 29 milhões de toneladas em 2002.
Beneficia o PR Galvão diz que a perda de qualidade do trigo argentino vai resultar em benefício para os produtores paranaenses que têm produto de boa qualidade. A procura interna será maior, já que a Argentina é a grande fornecedora de trigo do Brasil.
Café/PR Bolsa de NY fechou ontem com 65 pontos de baixa (nominal: 45,65 centavos de dólar/libra-peso).
Café/PR No mercado físico, a alta de 2,13% do dólar (R$ 2,53) influenciou os compradores no Paraná, apesar das quedas consecutivas em NY, segundo avalização do corretor Marcos Bacceti.
BCML Dados da Bolsa de Cereais e Mercadorias de Londrina (BCML) indicaram ontem preço máximo de R$ 92,00 para cafés tipo 6, bebida dura; R$ 81,00 para o tipo 6, riado; e R$ 77,00 para o tipo 7, S/D.
Trigo/preço O preço médio do trigo (US$ 105,00/t) é 21% maior do que no ano passado, mas ainda não está garantindo rentabilidade sobre o custo de produção por unidade de trigo.
Feijão Redução, ontem, de 0,32% no preço médio do feijão carioca (R$ 38,76/saca). Preço máximo de R$ 48,00 em Jacarezinho, e mínimo de R$ 32,00 em Cornélio Procópio. Para o feijão carioca, média estável em R$ 73,67/saca, com preço máximo de R$ 90,00 em Francisco Beltrão, e mínimo de R$ 60,00 em União da Vitória.
Boi Gordo No Paraná, ontem, média de R$ 43,16/arroba. Preço máximo de R$ 45,00 em Cornélio Procópio, Maringá e Paranavaí, e mínimo de R$ 41,00 em Ponta Grossa.
Soja Média de preços no Paraná ontem: R$ 26,39/saca, com preço máximo de R$ 29,00 em Ponta Grossa; R$ 28,80 em Apucarana; R$ 27,50 em Umuarama e mínimo de R$ 23,00 em União da Vitória.
Soja/Chicago O mercado futuro da soja na Bolsa de Chicago fechou em alta ontem, sustentado pela divulgação do relatório do Usda apontando aumento das exportações.
Cotação Os contratos com vencimento em janeiro de 2002 foram cotados a US$ 4,36/bushel. No mercado interno, a comercialização se manteve lenta por falta de oferta. Tendência de queda de preços ganha força com o recuo do câmbio e o desinteresse das indústrias esmagadoras. (Redação e Agência Folha - Vaivém das Commodities).





