COMMODITIES
De vento em popa A safra de trigo deste ano será melhor do que o esperado. A lavoura se desenvolve bem, e a safra superará 3 milhões de toneladas. O Paraná deverá produzir 2,1 milhões de t e o Rio Grande do Sul, 1 milhão, diz José Pitoli, de Cornélio Procópio.
Sem negócio A saca do produto de boa qualidade está cotada a R$ 17 no Paraná, mas não há negócios. O produtor teme vender o trigo antes da colheita porque, se chover, não conseguirá entregar o produto com as especificações registradas em contrato.
Colheita próxima A lavoura de trigo está em formação de grãos. A partir de 20 de agosto será iniciada a colheita no norte do Paraná. Se não chover na colheita, o produto será de boa qualidade.
Trigo/milho As colheitas do trigo e do milho safrinha não são problemas, diz Pitoli. Essas lavouras já estão garantidas. O que preocupa é a fuga dos produtores do plantio do milho de verão. No Norte do Paraná a queda no plantio deverá recuar entre 25% e 30%.
O que preocupa A redução do plantio retira as possibilidades de o Brasil entrar no mercado externo do produto, como ocorreu neste ano. As exportações devem chegar a 3,5 milhões de toneladas. Ao contrário, o país voltaria a importar a preço elevado, devido à desvalorização do real.
Procura por feijão A procura por feijão aumentou nesta semana no Estado de São Paulo. Com isso, os preços subiram para até R$ 65 a saca no sul do Estado. Na média, a alta registrada nos preços do produto foi de 9% ontem, segundo pesquisa da Folha de S.Paulo.
Perdeu força As receitas com as exportações do setor do agrobusiness perderam ritmo neste mês, conforme dados divulgados pela Secex. Na média, os principais produtos renderam 1,8% menos do que no mesmo mês do ano passado. As importações do setor caíram 22,1%. (Reprodução parcial da coluna Vaivém das Commodities, da Agência Folha).





