COMMODITIES
Bom para nós... A desvalorização do real está dando sustentação aos preços de parte dos produtos brasileiros, principalmente os destinados à exportação, como soja e milho. Transfere renda a parte dos produtores e permite melhores investimentos no setor.
...ruim para eles A alta do dólar, no entanto, não agrada aos produtores norte-americanos. A poderosa American Farm Bureau Federation alerta o governo que o dólar valorizado provoca perda de mercado e de emprego no setor do agronegócio.
Quanto subiu Bob Stallman, presidente da AFB, diz que o dólar subiu 30% em relação às principais moedas nos últimos quatro anos, o que é um grande peso para o setor agrícola. O governo Bush, no entanto, parece não estar preocupado com a alta porque ela traz capital externo para o país.
Brasil faz falta A ausência do Brasil nas compras do milho da Argentina fez o país buscar outros mercados. Pelos dados argentinos, o Brasil importou apenas 100 mil t nesta safra. Na anterior, já tinha importado 870 mil até julho.
Para onde vai Os argentinos já têm compromissos de exportação de 7,7 milhões de t de milho neste ano. Assim com o Brasil, a Espanha e o Egito também reduziram as importações neste ano. A redução espanhola foi de 78% e a egípcia, de 23%.
Diferente com o trigo Apesar da previsão de safra maior no Brasil, a Argentina diz que já tem compromisso de exportações de 5,8 milhões de t de trigo para os brasileiros. O volume é 3% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
Abaixo de R$ 45 O setor pecuário não acredita, por ora, em dificuldades de abastecimento de carne bovina em outubro, período de entressafra. Ontem, a arroba para aquele mês foi negociada a R$ 44,58 na BM&F, com queda em relação aos R$ 44,80 de ontem.
Sem efeito O mercado de cereais teve pouca alteração ontem em Chicago, apesar da previsão de tempo melhor, o que significa produção maior. Soja caiu e trigo e milho ficaram estáveis. (Agência Folha/Vaivém das Commodities).





