Comitiva vende o PR no Japão
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terça-feira, 23 de dezembro de 1997
Carina Paccola 
Londrina
DivulgaçãoGiro pela ÁsiaAlex Canziani e membros da comitiva fizeram relato da viagem ontem para o prefeito Antonio BelinatiParaná e Londrina começam a entrar no mapa de investimentos de empresas estrangeiras. Para divulgar o que há de atrativo no Estado, uma comitiva de 28 pessoas do Paraná, entre autoridades políticas e empresários, visitou o Japão e países vizinhos, durante 22 dias. Ontem de manhã, o prefeito de Londrina Antonio Belinati recebeu o relatório de parte dos integrantes londrinenses da comitiva, liderada pelo deputado federal Antônio Ueno.
Levamos material de divulgação em japonês sobre a Cidade; tivemos oportunidade de mostrar o atual momento econômico do Brasil, do Paraná e de Londrina, diz o vice-prefeito e presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Alex Canziani. Segundo ele, os empresários ficaram impressionados com o desenvolvimento de Londrina, levando-se em conta a pouca idade do Município - 63 anos. Eles também gostaram de saber que há uma forte colônia japonesa na Cidade. Isso é um facilitador, define Canziani.
Ele relata que, logo no início da viagem, a Jetro (Japan External Trade Organization) organizou um seminário, em que falaram o deputado Antonio Ueno, a vice-governadora Emilia Belinati e o próprio Canziani. O vice-prefeito apresentou aos japoneses a proposta de formação do Tecnocenter em Londrina - conceito de condomínio industrial criado pelos japoneses.
O Tecnocenter torna viável a vinda de empresas japonesas, ao oferecer uma estrutura que facilita os investimentos num país com língua e legislação diferentes, afirma Canziani. A comitiva do Paraná visitou o Tecnocenter da China, que abriga empresários japoneses. Há uma redução de custos com o rateio das despesas com serviços, explica.
O vice-prefeito informa que uma comitiva com mais de 20 empresários japoneses virá ao Brasil, em janeiro, e deve visitar Londrina. Será a única cidade do interior a receber a comitiva.
Os brasileiros mantiveram contato com a indústria de motores Kawasaki, que estuda abrir uma fábrica de motocicletas no Brasil. Os empresários estavam pensando na Zona Franca de Manaus, mas mostramos que o Sul do País pode ser uma opção vantajosa, em função do Mercosul. Passamos a fazer parte das opções agora, enfatiza Canziani.
Em visita à sede da fábrica coreana de pneus Kumho, Canziani foi recebido pelo presidente do grupo, Jeong-Koo Park. O empresário coreano assegurou que em janeiro ou fevereiro a Kumho enviará a Londrina um técnico que vai avaliar o terreno oferecido pela prefeitura ao grupo para a instalação de uma fábrica de pneus na Cidade. Se o terreno não for adequado e a escolha for por outro, a prefeitura vai encaminhar o processo de desapropriação da área, fala Canziani.
A comitiva visitou Tóquio, Nagóia, Kobe, Kyoto, Kakogawa, Nishinomiya e Osaka; Seul e Hong Kong. Ontem estiveram com o prefeito o secretário de Administração, Moysés Leônidas; os vereadores Carlos Kita e Santa Rosa; os empresários George Hiraiwa e Luiz Carlos Adati.


