Comitiva francesa fecha negócios no PR
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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A comitiva de empresários e jornalistas franceses da região de Rhône-Alpes deixou ontem a capital paranaense com 12 negócios fechados para a troca de experiências e tecnologia em setores como agroalimentares e de tratamento de água. Foram fechadas ainda parcerias para a troca de vagas em universidades. Ou seja, estudantes franceses poderão fazer cursos superiores e de pós-graduação com vagas garantidas nas universidades estaduais do Paraná. No outono, brasileiros são esperados para ocuparem vagas em duas faculdades de Rhône-Alpes. Na França, deverão ser desenvolvidos - com a ajuda de paranaenses - cursos de formação de gestão e de técnicas agrícolas.
A cooperação também atingirá a divulgação de temas culturais. Está programado para julho a exposição de obras dos irmãos Lumiére, no Museu Oscar Niemeyer (MON). ''Vamos refletir sobre o ano da França no Brasil. O comissário que fará a exposição ainda não foi nomeado. Mas vamos trocar projetos culturais'', disse Jean-Jack Queyranne, presidente do Conselho Regional Rhône-Alpes e líder da comitiva. O senador francês Jean Bressn disse que a delegação encontrou no Paraná uma diversidade que poderá ser útil para regiões montanhosas da França, onde a alimentação orgânica é a mais consumida. ''Existe interesse na biovisão paranaense. Na produção de frutas, legumes e hortaliças'', resumiu ele.
O governador Roberto Requião (PMDB) lembrou que tratados e acordos semelhantes estão sendo feitos com países latino-americanos. Ele citou como exemplo a Venezuela, a Argentina, o Chile e a Bolívia. ''Queremos buscar soluções inteligentes que possam ser construídas com a cooperação conjunta entre os agentes públicos, políticos e internacionais'', ponderou Queyranne.
Um dos pontos que chamou a atenção dos empresários foi a luta do Paraná para não produzir alimentos transgênicos. ''O Paraná é o maior produtor de agricultura orgânica do Brasil. Maior produtor de grãos, frango, suíno e carne. O segundo em produção de carne. Temos mais de 350 mil agricultores familiares rurais que estão tentando resgatar os melhores hábitos alimentares. Resistimos ao monopólio do agronegócio que quer nos oferecer uma ração, um preparado, um composto, no almoço e no jantar'', afirmou Requião.
Atualmente, o Paraná é o quinto estado em exportações no Brasil. De janeiro a dezembro do ano passado, exportou US$ 10 bilhões (-0,21% em comparação a 2005). As importações chegaram a US$ 5,9 bilhões (32% a mais do que no ano anterior). A balança comercial paranaense fechou em US$ 4 bilhões (-26,7%).


