Uma missão técnica do Irã desembarca na próxima segunda-feira no País e permanecerá até o dia 30 de janeiro com o objetivo de encerrar o embargo na compra de carne bovina dos estados do Paraná e Mato Grosso. A equipe realizará uma reunião inicial em Brasília, visitará fazendas e frigoríficos no Mato Grosso e, por fim, encerra a missão no Paraná, ao conhecer as instalações do Centro de Diagnóstico "Marcos Enrietti" (CDME), que dá suporte e orienta atividades de controle de saúde animal do Estado, sob responsabilidade da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar).
Desde 2005, o Paraná ficou de fora de diversos mercados para exportação, recuperando em meados do ano passado as negociações de carne com a Rússia. Entre 2012 e 2013, aconteceram encontros com os iranianos, mas as negociações pararam de avançar após o caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (BSE, sigla em inglês), conhecida como doença da vaca louca, no Mato Grosso, no início de 2014.
De acordo com o diretor presidente da Adapar, Inácio Afonso Kroetz, este é um momento de lidar com as diligências formais, já que os técnicos sanitários do Irã desenvolverão posteriormente um relatório baseado nas visitas para, depois, retirar o embargo. "Tenho total certeza que vieram para encerrar o embargo. Antes, as tratativas estavam mais em um nível diplomático, agora chegam os técnicos especialistas para desenvolver um relatório que tranquilize as autoridades do país em tomar uma decisão mais acertada", explica Kroetz.
A liberação final vai depender do interesse comercial e do nível que eles estão abastecidos. "O fim do embargo pode se prolongar por semanas, meses ou mais do que isso, é difícil dizer. Mas sempre que os importadores vêm com uma missão técnica oficial, o fato é que a tomada de decisão é muito rápida. Quando eles não têm interesse, nem enviam a missão", complementa o diretor da Adapar.

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