Representantes da Foxconn – montadora taiwanesa de tablets e equipamentos eletrônicos – estiveram no norte do Paraná, na segunda-feira, para conhecer o espaço oferecido para abrigar a nova unidade brasileira da empresa. Após visitar Maringá, a comitiva com sete integrantes seguiu para Londrina e no trajeto visitou o local disponível para a sede, que fica entre as cidades de Arapongas e Sabáudia, a 45 quilômetros do aeroporto de Londrina e a 78 do de Maringá.
  Conforme nota divulgada pela Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), os visitantes disseram estar impressionados com o País, ‘‘um local cheio de energia’’, mas não se posicionaram sobre qual cidade vai sediar a empresa, visto que a instalação ainda está em análise. A reportagem entrou em contato com o presidente da Acil, Nivaldo Benvenho, que recepcionou a comitiva, mas ele disse que não poderia se pronunciar por acordo firmado com os representantes da Foxconn.
  O Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem) também preferiu manter a reunião em sigilo e afirmou que a intenção não é apenas receber uma visita, mas sim proporcionar um canal de negociação. Para o Codem, o sigilo serve como estratégia frente à concorrência com os demais estados.
  Ainda conforme a nota da Acil, o secretário estadual da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros, que também acompanhou a comitiva, afirmou que o governador Beto Richa não vai medir esforços para trazer a indústria para o Paraná oferecendo, inclusive, tributação zero.
  Segundo o diretor do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Marcelo Mafra, o Governo Federal está empreendendo grande esforço para consumar o processo. ‘‘A negociação para trazê-los para o Brasil está avançando muito bem. Estamos nos credenciando para este processo, mas não há nenhuma posição’’, disse. Segundo ele, a instalação está em fase de prospecção e a Foxconn está analisando todas as opções existentes. Mafra reiterou que a instalação da multinacional na região seria um ganho bastante expressivo.
  O final do encontro ocorreu na Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) e, de acordo com a entidade, os chineses se mostraram entusiasmados com a região.

Investimento
  De acordo com o Ministério da Ciência e Tecnologia, a multinacional pretende investir US$ 12 bilhões nos próximos cinco anos com a nova unidade. A expectativa é que a Foxconn gere 100 mil empregos diretos e indiretos na região, o que torna a vinda da empresa extremamente atrativa para o desenvolvimento e qualidade de vida da população.
  A Foxconn solicita um terreno de 49 mil metros quadrados próximo de estradas, aeroporto internacional de cargas e com oferta de tecnologia de banda larga e energia elétrica. Aliás, a energia elétrica foi algo reforçado na reunião com as lideranças como fato importantíssimo para viabilizar o negócio. Além da região norte do Paraná, outras cidades do Estado disputam a nova unidade da Foxconn. Após a visita a Londrina, a comitiva seguiu para Jundiaí.

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