São Paulo - Os provedores de acesso gratuito à internet decidiram unir forças e criaram o Comitê Nacional dos Provedores Gratuitos. A entidade nasce com o objetivo de ''defender a democratização da internet'', formada pelos provedores BRfree, IG, Ibest, Yahoo, POP e Cidade Internet.
A primeira tarefa pública do comitê está marcada para a quarta-feira, quando representantes das companhias irão a Brasília para tentar mobilizar as autoridades. A diretoria da entidade foi eleita ontem, tendo como secretário-geral Leonar do Malta Leonel, do Brfree; Matinas Suzuki (iG), como secretário de comunicação; João Ayres da Silva Filho (Cidade Internet), como secretário de mobilização; e Bruno Fiorentini Jr. (Yahoo), como secretário de assuntos jurídicos.
Para marcar o lançamento do comitê, um manifesto em defesa do acesso gratuito está estampado, desde ontem, nos provedores que integram o movimento. ''No momento em que o País, após alguns anos de grandes avanços na inclusão digital, vê ameaçada a maior das conquista neste terreno o provimento de acesso gratuito , vimo-nos obrigados a criar uma instância que possa defender os interesses da maioria dos usuários de internet, esquecidos pela entidade de classe dos provedores'', diz a nota.
Segundo o texto, os provedores decidiram se organizar para ''recolocar a verdade face aos argumentos falaciosos disparados pelos interesses associados à exclusão digital''.
Ameaça - O modelo de acesso gratuito está ameaçado pela futura regulamentação de acesso à internet, que vem sendo desenvolvida pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Pelas novas regras, o mecanismo de pagamento de receita de interconexão entre as operadoras, que assegura a sobrevivência da internet gratuita, deixa de existir nos moldes atuais, o que obriga a companhia que gera mais ligações do que recebe a ressarcir a outra pelo uso da rede.

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