Comitiva do Ministério da Defesa acompanha apresentação feita pelo gerente de Operações da Sercomtel, Ricardo Moreira
Comitiva do Ministério da Defesa acompanha apresentação feita pelo gerente de Operações da Sercomtel, Ricardo Moreira | Foto: Ricardo Chicarelli



Um comitê de representantes do Ministério da Defesa visitou na terça-feira, 3, empresas e instalações de TIC (tecnologia da informação e comunicação) em Londrina, para conhecer e prospectar parcerias comerciais por meio do APL (Arranjo Produtivo Local) de TIC. A comitiva foi às sedes da Sercomtel, do Senai e da Oniria, que já presta serviços para o Exército Brasileiro.
O diretor do DECTI/MD (Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Defesa), general Decílio de Medeiros Sales, afirma que a área de TIC é estratégica para a Defesa e as demandas recaem preferencialmente sobre a indústria e polos tecnológicos de capital brasileiro. Ele cita como exemplo o Sisfron(Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras), que já é desenvolvido como projeto piloto na região Centro-Oeste, mas que precisa de outras parcerias. Outro exemplo é o SisGAAz (Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul), voltado para a segurança e sistemas de comércio pelo mar. "A área de TIC é estratégica para a Defesa e pudemos constatar que, aqui, há soluções transversais para apoiar nossos projetos, que envolvam diretamente o ministério ou outros análogos", diz.
A vinda a Londrina se deu por convite do APL de TIC, feito em Brasília, com apoio de deputados locais. O general afirma que não há concorrência entre regiões e que Londrina deve se inserir em um rol de prestadores de serviço. Ele conta que há uma aproximação também com o Porto Digital, no Recife, e parcerias já firmadas com o CpqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações), em Campinas. "Londrina aparece como mais uma possibilidade, com grande potencial", completa Sales.
O presidente do APL de TIC e presidente da Sercomtel Participações, Roberto Nishimura, considera a visita importante para aumentar a publicidade e compreensão sobre o ecossistema de inovação em Londrina. "Eles apresentaram projetos e as demandas deles. Do lado de cá, vamos conversar com empresas da cidade para ver quais podem atender essas demandas", diz.
Nishimura conta que o Ministério de Defesa consome muito em TIC. "Eles não imaginavam o potencial de Londrina. Visitaram a Sercomtel, que é uma empresa pública de comunicação, o Senai, que tem o único Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Brasil, e a Oniria, que já desenvolve produtos para o Exército que eles conheciam, mas não sabiam onde eram feitos."

SERCOMTEL
A Sercomtel poderia prestar serviços para o Ministério da Defesa com a oferta de uma rede de comunicação desenvolvida totalmente por uma empresa brasileira, o que daria maior segurança, diz o presidente do APL. O gerente de operações da Sercomtel, Ricardo Moreira, afirma que a estatal pode oferecer ao Exército, por exemplo, desde infraestruturas de acesso, por meio óptico ou outros, assim como hospedar tecnologias no prédio da empresa. "Entendo que a Sercomtel se diferencia por ter capital nacional, de gestão pública, com maturidade nos processos e sem burocracia internacional dos grandes grupos que dominam o setor nacional", diz.
Além do general Sales, o grupo do Ministério da Defesa era composto ainda pelo coordenador da Assessoria Parlamentar do órgão, capitão André de Araújo Costa, pelo coordenador do DECTI/MD, Francisco Yukishique Caldas Marques de Abreu, e pelo assessor especial de Defesa Cibernética, coronel de Francisco Eduardo Medved.

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