Comitê do Exército visita APL de TIC de Londrina
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terça-feira, 03 de outubro de 2017
Fábio Galiotto<br>Reportagem Local 

Um comitê de representantes do Ministério da Defesa visitou na terça-feira, 3, empresas e instalações de TIC (tecnologia da informação e comunicação) em Londrina, para conhecer e prospectar parcerias comerciais por meio do APL (Arranjo Produtivo Local) de TIC. A comitiva foi às sedes da Sercomtel, do Senai e da Oniria, que já presta serviços para o Exército Brasileiro.
O diretor do DECTI/MD (Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Defesa), general Decílio de Medeiros Sales, afirma que a área de TIC é estratégica para a Defesa e as demandas recaem preferencialmente sobre a indústria e polos tecnológicos de capital brasileiro. Ele cita como exemplo o Sisfron(Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras), que já é desenvolvido como projeto piloto na região Centro-Oeste, mas que precisa de outras parcerias. Outro exemplo é o SisGAAz (Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul), voltado para a segurança e sistemas de comércio pelo mar. "A área de TIC é estratégica para a Defesa e pudemos constatar que, aqui, há soluções transversais para apoiar nossos projetos, que envolvam diretamente o ministério ou outros análogos", diz.
A vinda a Londrina se deu por convite do APL de TIC, feito em Brasília, com apoio de deputados locais. O general afirma que não há concorrência entre regiões e que Londrina deve se inserir em um rol de prestadores de serviço. Ele conta que há uma aproximação também com o Porto Digital, no Recife, e parcerias já firmadas com o CpqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações), em Campinas. "Londrina aparece como mais uma possibilidade, com grande potencial", completa Sales.
O presidente do APL de TIC e presidente da Sercomtel Participações, Roberto Nishimura, considera a visita importante para aumentar a publicidade e compreensão sobre o ecossistema de inovação em Londrina. "Eles apresentaram projetos e as demandas deles. Do lado de cá, vamos conversar com empresas da cidade para ver quais podem atender essas demandas", diz.
Nishimura conta que o Ministério de Defesa consome muito em TIC. "Eles não imaginavam o potencial de Londrina. Visitaram a Sercomtel, que é uma empresa pública de comunicação, o Senai, que tem o único Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Brasil, e a Oniria, que já desenvolve produtos para o Exército que eles conheciam, mas não sabiam onde eram feitos."
SERCOMTEL
A Sercomtel poderia prestar serviços para o Ministério da Defesa com a oferta de uma rede de comunicação desenvolvida totalmente por uma empresa brasileira, o que daria maior segurança, diz o presidente do APL. O gerente de operações da Sercomtel, Ricardo Moreira, afirma que a estatal pode oferecer ao Exército, por exemplo, desde infraestruturas de acesso, por meio óptico ou outros, assim como hospedar tecnologias no prédio da empresa. "Entendo que a Sercomtel se diferencia por ter capital nacional, de gestão pública, com maturidade nos processos e sem burocracia internacional dos grandes grupos que dominam o setor nacional", diz.
Além do general Sales, o grupo do Ministério da Defesa era composto ainda pelo coordenador da Assessoria Parlamentar do órgão, capitão André de Araújo Costa, pelo coordenador do DECTI/MD, Francisco Yukishique Caldas Marques de Abreu, e pelo assessor especial de Defesa Cibernética, coronel de Francisco Eduardo Medved.


