A Câmara de Maringá criou ontem uma comissão para acompanhar e discutir os preços de combustíveis praticados pelos postos da cidade. Segundo o presidente Walter Guerlles (PSDB), o Legislativo não tem poderes de fiscalização ou de coibir excessos no setor, mas se sentiu obrigado a atender um apelo da comunidade. ‘‘Nós recebemos um grande número de reclamações contra os postos eprecisamos ter uma resposta para essa situação’’, disse Guerlles.
Há mais de um ano, um inquérito aberto pela Polícia Civil tenta apurar denúncias de formação de cartel. O Procon também faz um trabalho específico no setor para tentar descobrir as razões dos postos em não beneficiar o consumidor com a redução de 5% no preço do combustível determinada pela Petrobras. Segundo o diretor do Procon, Adilson Reina Coutinho, os 65 postos da cidade praticam um dos preços mais altos no Estado.
Em Maringá, o litro da gasolina comum custa entre R$ 1,58 e R$ 1,59. Conforme o Procon, em centros como Londrina, a mesma gasolina custa R$ 1,43 a R$ 1,47 o litro, e em Cascavel, R$ 1,44. Coutinho disse ontem que até o dia 10 de julho, o órgão deve ter um relatório final sobre a situação dos combustíveis em Maringá. O Procon apura a qualidade do combustível, a procedência e o valor de aquisição do produto junto às fornecedoras. Segundo Coutinho, também é muito grande o número de reclamações contra os postos no Procon.
Conforme o presidente da Câmara, a comissão vai realizar na próxima semana uma reunião com representantes do Procon, Receita Estadual e Sindicombustíveis. Para a coordenadora local do Sindicombustíveis, Marlene Valdovino Franco, a reunião será uma oportunidade do setor para esclarecer o custo do combustível e a prática de venda. Marlene disse que só durante o encontro vai explicar as diferenças de preço entre Maringá e outros municípios do Estado. ‘‘Gostei da proposta dos vereadores porque vamos poder esclarecer e mostrar o nosso lado’’, afirmou a representante do sindicato.

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