A Comissão de Relações Internacionais da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos chega ao Brasil na segunda-feira para discutir, entre outros assuntos, a Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Por causa da nova etapa de negociações da Alca, que será inaugurada depois da Cúpula das Américas, em Quebec entre os dias 20 e 22, o presidente da comissão, o republicano Henry J. Hyde, decidiu escolher o Brasil como primeiro país a visitar. Geralmente, a comissão prioriza visitas à Europa, China, Rússia e Oriente Médio, por causa das questões políticas e volume de comércio. Mas desta vez a opção foi pelo Brasil.
O grupo, formado por seis parlamentares, fica no Brasil até quarta-feira. Hyde será um dos políticos que estará à frente das discussões comerciais nos Estados Unidos na administração de George W.Bush. Ele pretendia reunir-se com o presidente Fernando Henrique Cardoso, antes da Cúpula de Quebec, mas o encontro ainda não foi confirmado.
Os deputados reúnem-se com os parlamentates da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados. Um dos temas que vão discutir será o apoio que os Estados Unidos precisam receber do Brasil, para que o presidente consiga aprovar o FTA (Autorização para negociação comercial) no Congresso para negociar a Alca.
Por causa da falta de consenso na sociedade norte-americana sobre os benefícios do livre comércio e as pressões no Congresso contra o fim das proteções para alguns setores da economia, como produtores de aço, tabaco, açúcar, suco de laranja e carne, por exemplo, os Estados Unidos precisam convencer o Congresso de que a América Latina está engajada no formação da Alca.
Na reunião de ministros de Buenos Aires, há duas semanas, ficou decidido que as negociações serão concluídas em janeiro de 2005. Antes disso, porém, o presidente George W. Bush precisa aprovar o FTA ou não terá condições de conduzir algumas negociações. Os Estados Unidos defenderam ostensivamente, na Argentina, a antecipação do acordo para 2003, mas não conseguiram apoio dos latino-americanos.

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