Londrina - O desconto de 50% proposto pelo Banco Itaú aos mutuários do extinto Banestado, para quitar o financiamento de quem tem contrato assinado até 1987, não teve boa repercussão na comissão que os representa. A comissão defende a anistia total do financiamento e ainda a devolução dos valores pagos desde outubro de 87, quando foi editada a lei 10.150, concedendo anistia total aos mutuários do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). A legislação beneficia apenas os contratos com cobertura do Fundo de Compensação de Variação Salarial (FCVS), assinados até dezembro de 87.
O mutuário Célio Geraldo Nunes, que assinou contrato com o Banestado em 1983, diz que a proposta do Itaú é inviável. ''Queremos a isenção total'', diz ele, que tem mais 100 prestações a pagar no valor atual de R$ 98,00. Nunes relata ainda que entrou em contato com o banco para saber sobre o desconto e a instituição impõe restrições. Para saldar o restante do financiamento com 50% de desconto, o mutuário tem que estar em dia com as prestações e se comprometer a não entrar com ação contra o banco.
No Paraná, há 4.800 mutuários do Banestado com contrato assinado até 1987. O responsável pelo escritório de Curitiba credenciado para fazer o trâmite da liquidação da dívida, Adriano Paludo Calixto, confirma que para obter o desconto o mutuário tem que estar em dia com as prestações e não ter ação contra o banco. Segundo ele, todos receberão uma carta no endereço do imóvel financiado com todas as explicações sobre a quitação da dívida. Até agora, 1.500 cartas já foram postadas.

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