Comissão da Câmara Federal ouvirá envolvidos em denúncias de cartel
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quinta-feira, 22 de novembro de 2001
Guto Rocha e Cláudia Lopes<br>De Londrina 
O deputado federal José Janene (PPB/PR) obteve ontem a aprovação de um requerimento pela Comissão de Minas e Energia da Câmara Federal para esclarecimento das investigações sobre formação de cartel dos postos de combustíveis de Londrina. Segundo o deputado, serão convocados para prestar depoimentos sobre o assunto, frente à Comissão, o diretor-regional do Sindicombustíveis, secção Londrina, Valter Sasso; o procurador da República no Paraná, Mário Ferreira Leite; o promotor de Justiça do Paraná, Roberto Tonon e o presidente da Associação dos Revendedores de Combustível (Arcom), Ariovaldo Ferraz Arruda.
Janene disse que não se pode tratar denúncias de formação de cartel com ressalvas, mas que é preciso se buscar a verdade dos fatos com imparcialidade. ''Temos de ouvir os dois lados. Uma investigação pública deixa de ter credibilidade quando há parcialidade na sua condução. A volúpia do Ministério Público para ocupar a mídia tem levado os investigados a um linchamento moral e à execração pública'', comentou.
O deputado disse que o requerimento foi enviado extrapauta à Comissão e aprovado por unanimidade. A Comissão de Minas e Energia, segundo Janene, deve ouvir os convocados citados no requerimento no ''máximo em 15 dias''. ''Antes é preciso expedir a convocação em tempo hábil para que as pessoas que serão ouvidas se programem'', comentou.
Inquérito
O delegado operacional da 10 Subdivisão Policial de Londrina, Márcio Amaro, deve expedir hoje as intimações para ouvir os diretores e o presidente da Arcom, Ariovaldo Ferraz Arruda, a partir da próxima segunda-feira, dentro do inquérito que apura a participação da Arcom na formação de cartel em Londrina.
Além de Arruda, serão ouvidos o tesoureiro da Arcom, Antonio Marques da Silva, o secretário Silvano Leite de Almeida e os vice-presidentes, Valter Domingos Sasso e Hamilton Cobo Pires. O dono do Posto Mater-Dei, Brasílio Andrade Júnior, que também seria indiciado a pedido do Ministério Público, prestou depoimento ontem ao delegado. ''Ele se apresentou espontaneamente e não será mais indiciado porque alegou que, embora tenha sido indicado como diretor, nunca assumiu o cargo. Brasílio não assinou a ata nem o estatuto da Arcom'', disse Amaro, que pretende concluir o inquérito no final da próxima semana.


