A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara começa hoje a analisar a correção da tabela do Imposto de Renda, congelada há seis anos, o que gerou sucessivos recordes de arrecadação da Receita Federal. Junto com o projeto, entra em discussão também o fim da cumulatividade da cobrança do PIS e da Cofins, que são cobrados em cascata sobre o faturamento ou a receita bruta das empresas. A intenção é fazer uma mini-reforma tributária e facilitar o trâmite dos dois temas na Comissão.
O relatório do deputado Pedro Novais (PMDB-MA) sugere a ampliação do número de alíquotas do IR, mas define em 35% a cota daqueles que ganham acima de R$ 4 mil. Por outro lado, os deputados Pedro Eugênio (PPS-PE) e Ricardo Berzoini (PT-SP) vão apresentar uma sugestão mais amena, que até admite uma alíquota de 35% - mas para quem ganha acima de R$ 9 mil.
A polêmica começa por aí. Novais elaborou seu relatório com o objetivo de proporcionar uma correção da tabela sem fazer com que o governo perca receita. Ele reconhece que um salário de R$ 4 mil não é tão alto, mas, de acordo com ele, foi a única forma encontrada para equilibrar os dois elos da equação - carga tributária e poder de arrecadação.
''Se formos analisar a proposta, 90% dos contribuintes, situados na faixa dos que ganham até R$ 4 mil, serão beneficiados pela tabela corrigida''.

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