Comércio virtual é 'concorrente invisível'
O comércio eletrônico cresceu 78% no ano passado, enquanto as vendas do varejo tradicional aumentaram entre 4% e 5%. Embora o e-commerce fique com apenas 1,5% de todas as vendas, para o consultor Eduardo Terra, o comércio virtual aparece como um ''concorrente invisível'' das lojas físicas. ''O Brasil tem hoje a terceira maior empresa virtual do mundo, que faturou mais de US$ 1 milhão em 2006. Enquanto as três maiores redes de supermercado do Brasil têm 40% do mercado, a maior empresa virtual tem 55%'', compara.
Segundo ele, atualmente no Brasil são cerca de 20 milhões de internautas domésticos e, a maioria deles, compra ou já comprou alguma coisa pela rede mundial de computadores. ''Embora tenhamos a limitação da distribuição de renda no Brasil, estamos falando de um público com acesso à internet que concentra cerca de 70% da renda nacional. A nossa avaliação é que o crescimento das vendas vai ocorrer entre a classe que já tem internet e, desta forma, esse aumento se torna ilimitado'', observa.
Inclusive, na sua avaliação, a pirataria que corre solta pelo País não é a única responsável pela quebradeira que está ocorrendo entre os revendedores de CDs e as locadoras de vídeo. ''A pirataria maior é a não visual. A maioria das pessoas baixa músicas e filmes da internet'', exemplifica. Segundo ele, a médio prazo, o mundo de ''bits e bytes'' (de informações) irá acabar no varejo tradicional. ''O varejo tradicional será apenas do comércio que demande logística'', diz. (F.M.)





