Rio - A julgar pelo ritmo da economia em 2008, o Brasil deve continuar a galgar posições no ranking dos maiores mercados de consumo do mundo. A RC Consultores prevê que o comércio varejista deve fechar 2008 com um crescimento de 9% em relação a 2007, o que significa uma velocidade quase chinesa.
Para Fábio Silveira, sócio-diretor da RC Consultores, o primeiro semestre de 2008 deve ser excelente, e está garantido pela inércia do forte ritmo da economia brasileira na virada do ano. No segundo semestre, ele acha que a crise da economia americana, dependendo da intensidade que atingir, pode começar a se fazer sentir no Brasil.
''Pode haver piora no humor, na confiança do consumidor, se houver um azedamento no mercado norte-americano'', diz Silveira. Ainda assim, o economista não prevê trancos mais fortes para 2008. Ele nota que, com o contínuo aumento da massa salarial, fatores que poderiam afetar o consumo, como um eventual aumento da inadimplência, não têm como ser muito severos.
Em relação a produtos com maior densidade tecnológica, como computadores celulares, nos quais o Brasil já vem se destacando como um dos maiores mercados mundiais, Silveira nota que ''com o aumento da massa salarial, o alongamento dos prazos de empréstimos e os juros reais mais baixos, o ingresso de um pedaço cada vez maior da sociedade brasileira neste mundo eletrônico e tecnológico é inevitável''.
Para o consultor, o consumidor brasileiro tem fascínio pela tecnologia, e com o ingresso de novas camadas jovens na população econômica ativa, o consumo daqueles produtos só tende a aumentar. Assim, a demanda por produtos da nova economia, como celulares sofisticados, TV a cabo e banda larga deve se expandir além dos limites das faixas mais altas de renda.

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