Comércio tem pequeno avanço em agosto
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quarta-feira, 04 de setembro de 2013
Nelson Bortolin<br>Reportagem Local 
O movimento dos consumidores nas lojas em todo o País ficou praticamente estável (aumento de 0,2%) em agosto na comparação com julho, segundo a empresa de consultoria Serasa Experian. Os segmentos que mais registraram alta foram o de material de construção (1,7%) e o de supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas, que cresceu 1,6%. No sentido contrário, aparecem as lojas de veículos, motos e peças, com queda de 0,6%, e o setor de tecidos, vestuário, calçados e acessórios, que recuou 3,4%.
No acumulado do ano, a atividade do comércio registrou alta de 5,7%. As variações positivas foram influenciadas pelo item combustíveis e lubrificantes (6,6%) e de supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (5,8%). O segmento de móveis, eletroeletrônicos e informática acumulou alta de 4,5% no período e o de tecidos, vestuário, calçados e acessórios, de 3,2%. O conjunto veículos, motos e peças e o de material de construção cresceram 2,4% e 2,1%.
"Agosto não é um mês que se espera estável no comércio. É início de um novo semestre, tem o Dia dos Pais. Era para haver crescimento", afirma o diretor para Assuntos Internacionais da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Brasílio Armando Fonseca. Na opinião dele, tanto os empresários como a população estão apreensivos com o noticiário econômico. "E não é só isso. Nem o clima está ajudando. Numa semana está muito quente, na outra esfria demais. Isso dificulta muito o segmento de vestuário", explica.
Além disso, o comportamento mais cauteloso da classe média estaria impedido que o comércio brasileiro se expanda em ritmo mais rápido. "Nós dependemos muito da classe média. São consumidores que só saem em busca de crédito se veem luz no fim do túnel. Do contrário, eles pisam no freio", declara.
Independentemente do cenário econômico, em futuro próximo, na opinião de Fonseca, a tendência é de aquecimento nas vendas devido à proximidade do fim de ano. "Entramos num período muito motivador do consumo. E como o consumidor vem se segurando nos últimos meses, temos muitas expectativas", afirma.
A presidente da Associação dos Comerciantes de Material de Construção de Londrina e Região (Acomac), Sônia Martins, tem números diferentes dos da Serasa Experian. Segundo ela, a associação nacional dos empresários do setor (Anamaco) apontou um recuou de 1,5% em agosto na comparação com julho. Mas ela não reclama. "O movimento está muito bom. Devemos crescer 4,5% neste ano em relação a 2012, que foi um ano excelente", afirma.
Para Sônia, as perspectivas são muito boas tanto para os próximos meses do ano como para 2014, principalmente se for prorrogada a isenção de Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) sobre os materiais de construção, que termina em dezembro deste ano. "A Anamaco está trabalhando firmemente para que essa medida seja prorrogada para o ano que vem. Sem a isenção, os preços vão subir 8%", declara. (Com Agência Brasil)


