Curitiba O comércio brasileiro patinou no primeiro semestre deste ano: o volume de vendas caiu 5,57% em relação ao mesmo período de 2002. É o pior resultado desde 2001, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou a série histórica de pesquisa mensal do comércio. O varejo do Paraná teve desempenho um pouco melhor, mas também apresentou retração nas vendas, de -0,16%.
Todos os setores do comércio nacional apresentaram queda nas vendas entre janeiro e junho. Hipermercados, bebidas e fumo, a principal influência negativa, caíram 6,63%; tecidos, vestuário e calçados, -3,40%; móveis e eletrodomésticos, -10,40%; demais artigos de uso pessoal, -2,23%; e combustíveis e lubrificantes, -4,70%.
As atividades que ajudaram o comércio paranaense no primeiro semestre foram o de combustíveis e lubrificantes, com alta de 10,66% e tecidos, vestuário e calçados, com 1,44%. ''O escoamento da safra está fomentando o consumo de combustíveis'', ava
liou o economista do IBGE, Nilo Lopes de Macedo.
A queda de 0,16% se deve principalmente à retração de hipermercados, supermercados, bebidas e fumo, que caiu 5,34% no período. Esse grupo representa de 35% a 40% do total vendido pelo comércio. ''Os alimentos subiram muito de preço, refletindo nas vendas do setor'', explicou Macedo. Móveis e eletrodomésticos tiveram queda de 1,44% e demais artigos de uso pessoal, -0,54%.
Ao contrário do volume de vendas, a receita nominal do comércio continua apresentando bons números. O varejo nacional apresentou aumento de 15,24% entre janeiro e junho. No Paraná, esse índice foi de 23,66%.
Outra pesquisa divulgada ontem mostra que o consumidor está bastante cauteloso para se endividar, o que também impacta no desempenho do comércio. De acordo com os indicadores da Associação Comercial do Paraná (ACP), a taxa de inadimplência em Curitiba, região metropolitana e Litoral foi de -0,42% em julho, contra 0,86% em junho. Nos últimos 12 meses (agosto de 2002 a julho de 2003), o índice é de 0,78%. De acordo com a ACP, o comércio também age com cautela ao oferecer crédito ao consumidor, evitando inadimplência.

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