O movimento no comércio de Londrina na manhã de ontem mais lembrava véspera que o ''day after'' do Dia das Crianças. Dezenas de pais, tios e avós sairam de casa para comprar presentes para seus filhos, netos e sobrinhos, porque não tiveram condições de efetuar as compras até a quinta-feira. Uma boa parte, porém, estava comprando produtos para crianças mas em função de outros eventos sociais e alguns até já pensando no final de ano.
Havia grande expectativa da venda de brinquedos e roupas infantis nas lojas especializadas. Tanto que na hora de abertura do comércio, alguns funcionários já decoravam a entrada dos estabelecimentos com bonecas e carrinhos.
A assistente financeira Karime dos Santos Milan não deixou o Dia das Crianças passar em branco e foi a uma loja, ontem pela manhã, comprar um presente para sua sobrinha Júlia Carolina, de dois anos e nove meses, que veio de Londres com a mãe para passear na casa de familiares em Londrina. Karime disse que não teve condições de comprar o presente de forma antecipada, mas para ela, o que vale é a intenção. ''Não deu para comprar durante a semana porque estava trabalhando o dia inteiro e a única oportunidade que tive foi no sábado de manhã.''
O gerente de uma loja popular no centro de Londrina, Clewerson Douglas da Silva Biagi, diz que as vendas superaram as expectativas, apesar de alguns problemas. ''O comércio este ano está muito sofrido, com muitos encargos, muitos impostos, falta de chuva e desemprego, mas no Dia das Crianças não tem como ninguém ficar sem comprar um brinquedo para seu filho.''
A loja trabalha com brinquedos na faixa de R$ 1,50 a R$ 50 e o movimento registrado logo na abertura fez Biagi acreditar em uma boa perspectiva para o sábado. ''Estamos com esperança de vender bem neste sábado porque teve muita gente que não foi viajar e outros vieram passear em Londrina.'' O gerente da loja ainda não tinha um levantamento oficial das vendas em função do Dia das Crianças, mas fez uma estimativa de que o movimento foi 10% maior em comparação com o ano passado. ''Foi bom sim; não tenho do que reclamar.''
O movimento de consumidores era intenso também nas grandes lojas de departamentos e outras que iriam fazer promoções de eletrodomésticos. Em alguns estabelecimentos, pequenos grupos de pessoas aguardavam a abertura para evitar o excesso de movimento durante o dia. Nas Lojas Riachuelo, por exemplo, o fluxo de pessoas foi intenso durante toda a manhã, não apenas nas seções de brinquedos e roupas infantis, mas em toda a loja, de maneira geral. Em certos momentos, as escadas rolantes literalmente ficaram lotadas.
O gerente Delso Borges de Oliveira estava eufórico porque o movimento da semana superou - e bem - as metas anteriormente estabelecidas. ''A nossa expectativa girava em torno de 10% ou 11% em comparação com o mesmo período do ano passado, mas tivemos um acréscimo de 17% de evolução nas vendas'', afirmou. ''A loja atingiu este resultado pelo fato de termos feito um grande investimento não só em estoque, como também em brindes e eventos para atrair a criançada.''
A Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) só terá as informações do movimento no comércio esta semana depois que concluir um levantamento das consultas feitas no Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), o que deve acontecer na manhã de segunda-feira. A entidade trabalhou com a estimativa de um aumento em torno de 5%.

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