Curitiba – Vários setores do comércio paranaense estão revoltados com a mudança de alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que foi alterado de 17% para 18% a partir do dia 1º de janeiro. O diretor-executivo da Federação do Comércio do Paraná, Alberto Franco Samways, disse que a entidade foi surpreendida com a ampliação da lei 13.140, assinada pelo governador Jaime Lerner (PFL) que estendeu a mudança de alíquota para todos os setores do comércio.
Inicialmente, pensava-se que o projeto de lei referia-se à alteração da alíquota do ICMS somente dos combustíveis, energia elétrica, telecomunicações, fumo e bebidas alcoólicas. ‘‘Foi uma surpresa constatar que os 50 sindicatos varejistas filiados à Fecomércio, foram atingidos’’, disse Samways.
O presidente do Sindicato do Comércio Atacadista de Gêneros Alimentícios do Paraná, Gumercindo Ferreira Santos Júnior, disse que o setor começa a perder competitividade com as empresas alimentícias de Santa Catarina, que são tributadas em 12%. ‘‘Com a diferença, muitos pontos de venda deverão optar pela compra de alimentos em outros Estados e não no Paranᒒ, afirmou.
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Paraná, Geonísio Marinho, também contesta a mudança de alíquota na base de recolhimento do ICMS. Marinho afirmou que o recolhimento maior do imposto, bem como o aumento de 8,5% já anunciado pelos laboratórios, neste mês, serão repassados aos preços dos medicamentos. Ele prevê um aumento de 10% no valor dos medicamentos.
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Guarapuava, Abrão José Melhen revelou preocupação com o repasse dos aumentos de alíquotas para os preços, considerando que isso pode trazer queda de faturamento e dificuldades para algumas empresas. O empresário sugeriu uma campanha de repúdio pela aprovação do projeto de lei, distribuindo a todos os empresários do Estado a relação dos deputados que votaram a favor do aumento.

mockup