Comércio recupera negócios em julho
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quinta-feira, 05 de setembro de 2002
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba Depois de dois meses de desempenho negativo, o comércio de Curitiba e região metropolitana recuperou fôlego e voltou a comprar e a vender mais. De acordo com a Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio), o setor apresentou alta de 10,23% nas compras e de 7,09% nas vendas em julho, comparado ao mês anterior. Outro dado positivo foi o aumento no número de empregos que, apesar de tímido, cresceu 0,32%.
Apesar dos resultados positivos, as compras nos sete primeiros meses deste ano ainda foram 10% menores que as registradas no mesmo período em 2001. Já as vendas nesse período acumulam déficit de 5,89% em relação ao ano passado.
O consultor econômico da Fecomércio, Vamberto Santana, analisa que o volume de compras foi maior em julho porque o comércio já começou a reorganizar os estoques pensando nas vendas do Dia da Criança. Comprando antecipadadamente, os comerciantes garantem preços melhores tanto na indústria como no comércio atacadista.
Segundo Santana, no mês de julho, a devolução do compulsório dos combustíveis e da correção do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), além da parcela antecipada do 13º salário, colocaram mais dinheiro em circulação, ajudando a melhorar as vendas. ''Mesmo assim, não chegamos ao volume de vendas de abril, que foi o melhor mês para o comércio'', acrescentou.
A tendência é que no segundo semestre como acontece todos os anos as vendas melhorem. No entanto, diante da instabilidade do mercado financeiro, o consultor não arrisca qualquer projeção. Para Santana, o comportamento das taxas de juros e da taxa de câmbio que influenciam diretamente no aumento ou queda das vendas vai depender do resultado das eleições.
Nas compras, os melhores desempenhos foram percebidos nos ramos de materiais de construção, concessionárias de veículos, lojas de departamentos, farmácias e perfumarias. Por outro lado, os piores desempenhos couberam a autopeças e acessórios, tecidos, calçados, vestuário, móveis e decorações e utilidades domésticas.
O melhor desempenho nas vendas foi registrado nas óticas, livrarias e papelarias, farmácias e perfumarias, tecidos, materiais de construção e autopeças e acessórios. Os ramos de pior desempenho foram concessionárias de veículos, cine-foto-som, móveis, decorações e utilidades domésticas, livrarias e papelarias e tecidos.


