As vendas do comércio varejista de Londrina cresceram 1,26% em abril enquanto na média estadual recuaram 2,68%. No acumulado do ano, no entanto, o comércio londrinense expandiu 5,33%, abaixo da média do Paraná, de 7,56%. Os números foram divulgados ontem pela Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio).
A cidade onde as vendas mais cresceram neste ano foi Ponta Grossa, com 11,28% de janeiro a abril. Em seguida, vêm a Região Metropolitana de Curitiba (RMC), com 8,86% e a região Oeste, com 6,84%. O comércio de Maringá ficou praticamente estável (0,12%) e o de Foz de Iguaçu recuou 1,94%.
O consultor econômico da Fecomércio, Vamberto Santana, avalia que a boa safra agrícola faz com que o setor cresça no Paraná apesar do desaquecimento econômico do País. De acordo com ele, Ponta Grossa se beneficia ainda mais por ser o entroncamento rodoviário mais importante do Estado. "Ali, fluem o tráfego de Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu, Guarapuava e Cascavel. Isso faz crescer principalmente os setores de autopeças e combustíveis", avalia.
Por conter a capital, a RMC vai ter sempre um bom desempenho do comércio, na opinião do economista. "Em Curitiba, se concentra a maior parte dos servidores públicos e o pagamento dos seus salários independe do momento econômico", afirma. Santana acredita, no entanto, que a tendência nos próximos meses é de haver estabilidade no comércio. "A inflação e a alta dos juros criam um ambiente de preocupação e faz o consumidor ficar mais cauteloso. A média estadual de abril já mostra que ele está aguardando que o cenário fique mais claro", declara.
Segundo a Fecomércio, em cada cidade, são pesquisadas mensalmente 200 empresas e, graças a este universo, o resultado é fidedigno. Mas não é o que pensa Carlos Picchi, vice-presidente do sindicato que representa as concessionárias de veículos da cidade, o Sincovave. O segmento teria crescido 11,63% no Paraná e recuado 6,62% em Londrina. "Não faz sentido. As vendas cresceram neste ano. Minha empresa vendeu 30% a mais somente na ExpoLondrina. Nenhum associado reclamou de queda nas vendas", alega.
Por outro lado, Agnaldo Pompara, que é sócio da AGA Studio Móveis, diz que a pesquisa reflete a realidade. "A demanda vem crescendo constantemente, principalmente nos produtos de alto design, em virtude do boom imobiliário de Londrina", afirma. Um sofá "com assinatura" custa de R$ 6 mil a R$ 20 mil. "Veja o que a Gleba Palhano se tornou em 10 anos. Tem muita gente comprando móveis na cidade", declara.
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Flávio Balan, diz que o crescimento acumulado de 5,33% nas vendas na cidade é "fantástico" num momento de incertezas econômicas. "Isso nos fortalece e incentiva a trabalhar mais. Com as promoções que o comércio tem feito nas datas comemorativas é de se esperar que os negócios continuem aquecidos", acredita.

Imagem ilustrativa da imagem Comércio recua no PR em abril, mas se expande em Londrina
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