Carmem Murara
De Curitiba
Os consumidores precisam ficar atentos para uma prática que tem se tornado comum no comércio varejista. Para fugir das taxas cobradas pelas administradoras de cartão de crédito, os lojistas retiram o desconto dos produtos ou cobram como se fosse venda a prazo, quando o pagamento das mercadorias será feito com cartão. Este procedimento é considerado lesivo ao consumidor.
‘‘Pelo Código de Defesa do Consumidor, o cartão de crédito é pagamento à vista e tem que ser aceito como tal’’, alertou, ontem, o coordenador do Procon, Tércio Albuquerque.
Foi o que fez o jornalista Giovani Ferreira. Ele não chegou a ir ao Procon, mas registrou queixa junto à Polícia Militar. Na última quinta-feira à noite, ele tentou abastecer seu carro no posto de combustível Rio Sul, em Curitiba. Ferreira estacionou seu carro em frente à bomba de combustível que indicava o preço promocional de R$ 1,199 e pediu para que fossem colocados R$ 20 em gasolina. O frentista perguntou como se daria o pagamento, pois se fosse com cartão de crédito o litro da gasolina custaria R$ 1,260. Havia ainda o preço a prazo de R$ 1,370.
‘‘Eu me senti lesado como consumidor, pois cartão é pagamento à vista’’. Indignado, Ferreira chamou a polícia que registrou queixa. A dona do posto Tânia Schapievski disse ontem que tem três preços para a gasolina: a prazo, à vista e o promocional. Quem paga em dinheiro ou cheque ganha o desconto da promoção e abastece por R$ 1,199. ‘‘O preço à vista de R$ 1,260 é para quem paga no cartão de crédito’’, explica Tânia. Quem paga com cheque pré-datado abastece por R$ 1,370. Os consumidores são informados dos três preços’’, disse.