Comércio puxa expansão do emprego
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quarta-feira, 06 de dezembro de 2006
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O nível de emprego teve um crescimento de 0,60% no mês de outubro no Paraná, o que representou a criação de 11.173 postos de trabalho. Foi o melhor resultado para o mês de outubro desde que o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) começou a série histórica de pesquisas sobre emprego no Estado em 1992.
O economista da instituição, Sandro Silva, explicou que o bom desempenho de outubro está relacionado com as vagas criadas no comércio varejista e com o fato de a agricultura e a indústria de alimentos e bebidas terem desempregado menos.
Silva disse que o comércio contratou mais porque as vendas aumentaram com a inflação baixa, o aumento do salário mínimo, o aumento real nos salários obtido por várias categorias de trabalhadores, a redução da taxa de juros e o aumento do crédito. O crescimento da geração de emprego na Região Metropolitana de Curitiba foi de 0,84% com a criação de 6.207 postos de trabalho contra o índice de 0,44% do Interior que gerou 4.966 empregos. O economista esclareceu que, a partir de agosto, a RMC começou a apresentar melhores resultados devido a entressafra da agricultura e às contratações temporárias no comércio e na indústria.
Em outubro, os setores que mais contribuíram para a geração de empregos foram o comércio varejista (3.460 vagas), o setor têxtil e de vestuário (1.138 vagas), hotéis e restaurantes (1.058 vagas), outros serviços (1.029 vagas) e transportes e comunicações (864 vagas). Os setores que tiveram as maiores quedas na criação de empregos foram a indústria de alimentos e bebidas (-430 vagas) e agricultura (-195 vagas).
De janeiro a agosto, o Estado teve um crescimento no nível de emprego de 5,94% o que significa a criação de 105.251 vagas. Os setores que mais empregaram no ano foram a indústria de alimentos e bebidas (19.195 vagas), o comércio varejista (13.886 vagas), hotéis e restaurantes (10.966 vagas), outros serviços (10.252 vagas), agricultura (9.080 vagas), construção civil (7.692 vagas), têxtil e vestuário (5.064 vagas), transportes e comunicações (5.060 vagas) e ensino (4.232 vagas). O setor de madeira e mobilário foi o que mais demitiu com a perda de 1.260 vagas. A previsão é que 2006 tenha uma geração de empregos maior que em 2005 quando foram criadas 72.374 vagas.


