Comércio propõe redução de domingos trabalhados
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terça-feira, 22 de maio de 2007
Lorena Vieira<br> Agência Estado 
São Paulo - A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) propôs ontem, em coletiva para a imprensa, a diminuição da quantidade de domingos trabalhados pelos empregados do comércio em todo o País. Segundo a proposta, o cronograma atual de até três domingos trabalhados para cada um de folga passaria para dois cumpridos e um livre.
De acordo com a entidade, que fez o anúncio em nome também da Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (Alshop), Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), Associação Paulista de Supermercados (Apas) e do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV), a mudança será discutida hoje, em reunião entre representantes do setor, inclusive dos empregados, e o ministro do Trabalho, Carlos Luppi, em Brasília.
''Estamos avançando com essa proposta'', afirmou o presidente da Abras, Sussumu Honda. Segundo a entidade, o domingo gera 12% do faturamento dos supermercados e é o segundo melhor dia de vendas para o segmento, depois do sábado. A redução ainda maior da quantidade de domingos trabalhados, de um para outro livre, que também será discutida no encontro, por outro lado, é considerada inviável pela Abras.
De acordo com o presidente da entidade, caso seja definida como regra, poderá gerar entre 15% e 20% de demissão no segmento supermercadista. ''Nem haverá necessidade de estudo. A redução de pessoal será imediata'', disse. Em todo o Brasil, o segmento supermercadista emprega cerca de 850 mil pessoas. De acordo com Honda, no de shopping centers, são mais 700 mil empregados.
''Mas, se passarmos para um (domingo) por um, não teremos mão-de-obra suficiente para operar as lojas neste dia, principalmente no caso das pequenas'', afirmou. Segundo ele, caso o comércio tenha, então, de deixar de funcionar aos domingos, o setor perderia o faturamento de 50 dias por ano.
Honda destacou, porém, que o segmento supermercadista tem uma situação mais complicada que o de shopping, por exemplo. Neste segmento, como os funcionários recebem comissão sobre as vendas, há mais facilidade de definir os que trabalham neste dia, ressaltou. ''Eles querem trabalhar aos domingos e evitam a segunda-feira, que é um dia fraco e de trocas (de produtos)'', disse.
O trabalho aos domingos é permitido por lei federal regulamentada em 2000. Segundo a Abras, acordos entre sindicatos municipais definem alguns benefícios específicos para compensar o trabalho nesse dia. Na capital paulista, por exemplo, os empregados de supermercados recebem seis dias a mais de férias por conta dos domingos trabalhados durante o ano, quando cumprem a escala de três por um folgado.


