Comércio prevê queda da inadimplência
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quarta-feira, 04 de junho de 1997
Carmem Murara Curitiba 
A inadimplência no comércio dá sinais que pode começar a cair nos próximos meses. O levantamento mensal do Serviço Central de Proteção ao Consumidor (SCPC) mostra que o número de pessoas que fizeram compras e não conseguiram pagar as prestações cresceu apenas 2% em maio em relação a abril. O resultado da pesquisa foi o menor registrado desde o começo do ano e pode sinalizar uma redução gradativa na inadimplência, que desde o Plano Real se mantém em patamares elevados.
Os dados de abril revelam que a inadimplência está 298 pontos percentuais acima do índice registrado em julho de 94, quando entrou em vigor o Plano Real. O recorde aconteceu exatamente em maio do ano passado, com 384 pontos maior que em julho de 94. O menor índice foi constatado em janeiro do ano passado, com 102 pontos acima.
Baixar a inadimplência para os índices que tínhamos antes do Plano é impossível, mas estamos otimistas com os números registrados em maio, afirmou o presidente do SCPC, Luiz Nardelli. O otimismo vem de um comparativo feito entre os cinco primeiros meses de 96 e deste ano. Neste período, a inadimplência caiu cinco pontos percentuais.
Em relação a abril do ano passado, a inadimplência está 18% menor. O SCPC registrou 44 mil novos registros de pessoas que deixaram de pagar as prestações do crediário contra 53,5 mil em maio do ano passado. No último mês, houve também aumento no número de inadimplentes que regularizaram sua situação. Cerca de 20 mil consumidores saíram da lista da inadimplência, o que representa um aumento de 15%.
Os números apresentados pelo SCPC paranaense, que são coletados junto ao comércio de 15 municípios da região metropolitana de Curitiba, mostram uma tendência inversa à realidade paulista. A inadimplência em São Paulo cresceu 57,5% em relação a maio do ano passado. O crescimento de maio em relação a abril foi similar ao resultado paranaense. O aumento foi de 2,7%.


