A aprovação do salário mínimo regional deverá tornar mais difíceis as negociações entre comerciantes e comerciários. Os dois sindicatos - dos Empregados no Comércio e do Comércio Varejista (Sincoval) - concordam que o novo valor, de R$ 387,80, será adotado como novo parâmetro para as negociações. Até então, as negociações eram baseadas no valor do salário mínimo federal.
  A data-base da categoria é no dia 1º de maio. Os comerciários têm dois pisos: R$ 410 (para trabalhadores não comissionados) e R$ 450 (para os comissionados). ‘‘Iremos tentar algo maior. Se acrescermos 7% (valor aproximado da inflação do período) ao piso de R$ 410, o salário vai para R$ 438,70 e já fica acima do mínimo regional’’, afirma José Lima do Nascimento, presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio.
  O assessor jurídico do Sincoval, João Vicente Capobiango, acredita que a partir da aprovação do salário estadual as negociações poderão ser atrapalhadas. ‘‘Normalmente os reajustes são baseados no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulado do período’’, diz o advogado. Ele acredita ainda que muitas empresas devem questionar o governo do Estado na Justiça sobre a instituição desse salário.
  Na sua avaliação, inclusive, as negociações para implantação de pisos diferenciados também poderão ser prejudicadas. Os comerciantes se reúnem nesta sexta-feira à noite para discutir o rol de reinvidicações dos trabalhadores e para elaborar uma contraproposta. Na assembléia também será discutido os valores dos pisos diferenciados. Já o sindicato dos comerciários informou que a proposta só será levada para discussão com os filiados quando a entidade patronal apresentar os valores dos pisos diferenciados. (F.M.)

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