Comércio otimista com o Dia dos Namorados
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sábado, 01 de junho de 2013
Andréa Bertoldi <br> Reportagem Local 
Curitiba - A expectativa do comércio é vender 3% a mais no Dia dos Namorados em relação à mesma data do ano passado. A previsão é compartilhada pelos lojistas de Curitiba e de Londrina. Apesar do crescimento esperado, os comerciantes acreditam que a alta dos juros e da inflação tem diminuído o poder de compra do consumidor, o que pode levar os namorados a comprarem a prazo, dependendo do valor do presente.
Para o consultor econômico da Associação Comercial do Paraná (ACP) e diretor executivo do Instituto Datacenso, Cláudio Shimoyama, o consumidor está com parte da renda comprometida em função de gastos anteriores. Por este motivo, a pesquisa Datacenso realizada com 200 consumidores e 200 lojistas mostrou que a maior parte dos clientes deve parcelar as compras no cartão.
Diante do cenário atual, em que o Produto Interno Bruto (PIB) teve um crescimento de apenas 0,6% no primeiro trimestre, Shimoyama considera que 3% de crescimento nas vendas já é um bom desempenho para esta data comemorativa. O fato de ter previsão de crescimento já é bom, disse. No Dia das Mães, o comércio já vendeu 5% mais em relação à mesma data do ano passado.
A pesquisa Datacenso mostrou que o valor do tíquete médio deve ser de R$ 157. No Dia das Mães, o gasto médio ficou entre R$ 150 e R$ 160. Ele acredita que os presentes não devem fugir muito dos tradicionais itens, como vestuário, perfumes, flores, bombons, eletroeletrônicos e jantares.
O levantamento do instituto ainda apontou que mais da metade dos lojistas pretende oferecer descontos como forma de atrair o consumidor. Os comerciantes ainda devem utilizar estratégias como brindes e sorteios. A pesquisa foi realizada nos dias 27 e 28 de maio.
O diretor comercial da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Marcelo Ontivero, disse que a pesquisa de expectativas para o Dia dos Namorados deve ser divulgada na próxima semana. Ele estima que ocorra um crescimento de cerca de 3% nas vendas. O desemprego não está alto e o crescimento da renda proporciona o consumo e o nível de confiança maior por parte do consumidor, afirmou.
Já para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Curitiba (CDL), André Luiz Pellizzaro, a alta dos juros e da inflação deve influenciar no desempenho das vendas do Dia dos Namorados. Ele acredita que o consumidor vai priorizar opções como idas ao cinema, restaurante ou bar ao invés de dar um presente. A previsão da CDL é que o tíquete médio seja de R$ 80, pago à vista. A análise é calculada com base na estimativa de consultas feitas ao banco de dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), para compras no cheque ou crediário.
Pellizzaro disse que os itens mais vendidos para os consumidores que optarem por presentes devem ser flores, roupas, calçados, perfumes, joias e semijoias. O Dia dos Namorados é a quarta data mais importante do ano para o comércio depois do Natal, Dia das Mães e Dia das Crianças, destacou. A CDL também prevê um crescimento de 3% para a data em relação ao mesmo período do ano anterior.
O diretor da loja Fnac, Clayson de Oliveira, prevê que as vendas para o Dia dos Namorados sejam médias com a retração na economia e a contenção de despesas por parte dos consumidores. Ele prevê que os produtos mais procurados devem ser tablets, celulares e smartphones. Oliveira acredita que os clientes optem mais pelas compras parceladas no cartão de crédito. Segundo ele, para a data, a loja deve fazer ofertas e ofecerer condições de pagamento que variam de seis a 12 parcelas sem juros.


