Curitiba - O diretor da Redemarket.com, Marcos Freder, disse que apesar do Paraná estar bem colocado na pesquisa da Info Exame, falta uma articulação maior do setor. ''Precisamos de mais união para conversar com o governo estadual e fazer propostas para incrementar ainda mais o comércio eletrônico'', ponderou.
Entre os benefícios que o comércio on-line poderia trazer para o Estado, segundo Freder, estão o aumento do número de postos de trabalho e o desenvolvimento de pequenas cidades sem descaracterizá-las. ''Ao contrário do que muita gente pensa, o comércio eletrônico muitas vezes gera mais empregos do que o comércio tradicional em determinados segmentos. É preciso uma equipe para embalar, outra para despachar, tem que ter toda uma logística'', avaliou.
Para o empresário, o Estado também pode desenvolver municípios através do comércio eletrônico, em vez de industrializar a região. ''Ao trazer indústrias a cidade sofre um impacto que nem sempre é positivo. O comércio eletrônico não explora as riquezas da região e ainda traz tributos de vendas feitas em todo o País e para o exterior'', opinou.
No entanto, o professor de marketing da FAE, Marcelo Piragibe Santiago, disse que nem sempre o comércio eletrônico é uma boa opção para os cofres públicos. ''Os carros populares tem isenção de tributos nas compras via Internet, e isso diminui a arrecadação do Estado'', ponderou. Mas ele concorda com que essa modalidade de varejo proporciona novas possibilidades de emprego. (R.F.)

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