Comércio no domingo ainda exige acordo
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sábado, 16 de agosto de 1997
Da Redação e Sucursais 
Ney de SouzaPorta fechadaPlaca da Loja Fouad Center New Time, indicando que não abriria mais aos domingos por falta de acordoApesar da medida provisória baixada esse mês pelo governo federal - permitindo a abertura do comércio aos domingos em todo o País - reacender uma polêmica histórica entre lojistas e comerciários, tudo indica que a nova lei terá alcance restrito. É que ela apenas deixa o caminho livre para acordos entre patrões e empregados. Nos municípios onde esse consenso tem sido difícil, a lei não terá o poder de sobrepor-se ao desejo de alguma das duas categorias. Sem acordo, não há negócio. Na maioria dos municípios paranaenses, comerciantes acham que abrir as lojas aos domingos terá efeito positivo, aumentando as vendas, os empregos e as comissões. Mas sindicatos de trabalhadores contestam esse prognóstico. Para alguns deles, o consumidor só vai trocar o dia de ir às compras, sem necessariamente consumir mais. Representantes dos comerciários não acreditam em criação de empregos ou aumento das comissões pagas aos funcionários, previstos pelos empregadores. De qualquer forma, as prefeituras paranaenses preparam projetos de lei para regulamentar o funcionamento dos estabelecimentos comerciais no primeiro dia da semana, aproveitando a abertura dada pelo governo federal. A Folha verificou como está a discussão sobre o assunto em cinco cidades-pólo do Paraná: Curitiba, Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu e Cascavel. Com exceção de Foz, onde as lojas exploram o potencial turístico do município e já abrem nos fins de semana - apesar dos protestos dos comerciários -, nas outras quatro cidades a situação é diferente. Os trabalhadores em geral relutam e não aprovam a idéia de perder o descanso domingueiro.


