Curitiba - As vendas no comércio varejista do Paraná durante o mês de novembro ficaram entre as três melhores do País. Pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) constatou que as vendas no Estado ficaram 7,3% maiores em relação ao mesmo mês de 2002. O resultado foi bem acima do índice nacional de vendas que apresentou queda de 0,27% nas vendas no mesmo período.
As vendas no Paraná foram superadas pelo Acre, cujo crescimento foi de 34,38% e pelo Mato Grosso, onde as vendas foram 13,62% maiores. Dos 27 estados, 13 deles apresentaram resultados positivos no comércio. Mas a recuperação ocorreu nos últimos três meses do ano passado. Entre os estados que mais contribuíram para a variação negativa do setor foram Rio de Janeiro com queda de 4,69% nas vendas; Rio Grande do Sul com queda de 2,77%; Pernambuco com queda de 6,46%; Bahia com queda de 2,11%; e São Paulo com queda de 0,15%.
Para Nilo Lopes de Macedo, que faz a análise dos resultados da Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE, o comércio paranaense durante todo o ano passado foi influenciado pelo bom desempenho da comercialização da safra agrícola. O comércio do Estado vem reagindo desde que o setor rural vem apresentado bons resultados, destacou.
No ano, o comércio paranaense apresentou queda nas vendas. Mas o resultado final foi positivo e o índice apresentou crescimento de 0,16% no período janeiro a novembro de 2003, em relação ao mesmo período do ano anterior. O índice também foi superior ao resultado nacional, cujo desempenho apresentou queda de 4,52% nas vendas.
As vendas no Estado foram alavancadas pelas vendas de combustíveis que tiveram aumento de 3,35% no mês de novembro e de 6,11% nos 11 meses do ano. O aumento da renda da agricultura e a necessidade de transportar a safra elevaram o consumo, explicou Macedo. Também as vendas de artigos de vestuário e calçados tiveram aumento de 6,3% no mês de novembro e de 3,72% no ano. Já móveis e eletrodomésticos tiveram aumento de 16,03% de aumento nas vendas em novembro e de 3,89% no ano.
Os demais artigos de uso pessoal e doméstico tiveram aumento de 11,03% de aumento nas vendas durante o mês de novembro. Mas registraram queda de 1,18% no ano. Comportamento semelhante apresentou o setor de supermercados e hipermercados que registrou aumento de 1,65% nas vendas em novembro, mas queda de 3,84% no ano.
Segundo Macedo, os dois últimos segmentos comerciais são bastante sensíveis à queda da renda do conjunto da população, que foi uma situação que ocorreu em praticamente todo o País. A queda da renda dos brasileiros refletiu imediatamente nas compras feitas em supermercados e de artigos de uso pessoal. Enquanto que os demais setores conseguiram se beneficiar pelo bom desempenho da safra agrícola, que incrementou principalmente o comércio do Interior.

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