As vendas do comércio neste final de ano, em Londrina, devem se situar no mesmo nível do ano passado. A avaliação de comerciantes se baseia no movimento dos últimos dias, apesar de o sábado ter sido fraco,''por causa da chuva que afastou as pessoas do centro da cidade'', segundo comentários de Antonio Sampaio de Andrade, gerente das Lojas Riachuelo, que classificou o dia de ontem de ''maravilhoso''. O volume dos negócios compensaou o sábado fraco.
Para Jorge Hiraiwa, presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), o comerciante tomou consciência de que a linguagem atual do varejo é ''qualidade e preço''. Esta é a estratégia para atrair o consumidor.''A expectativa é de pequeno crescimento. Mas percebe-se que o setor se dará por satisfeito se conseguir repetir o movimento do Natal anterior.''
Aparecido Moreira, gerente da loja centro das Casas Pernambucanas prevê que o movimento deverá se igualar ao do mesmo período de 2000. Ontem, Moreira estava particularmente contente: o clima ajudou a recuperar o movimento fraco do dia anterior. ''A loja está lotada. O mais interessante é que boa parte das pessoas é de fora'', comentou.
O gerente da Riachuelo também não escondia a satisfação com as vendas de ontem. E tinha motivos para isso, porque a afluência de compradores garante vendas superiores em comparação com os dias de movimento normal. ''Os quatro dias que antecedem o Natal normalmente correspondem a 30% das vendas do mês.''
Os supermercados devem ter ligeiro crescimento nas vendas do período. Otacílio Ribeiro Vieira, dono do Supermercado 88, prevê aumento de 10% tanto em volume como em receita neste mês, em comparação com os negócios de um ano atrás.
O setor também espera vender muito mais hoje, principalmente em ingredientes para o churrasco. ''Normalmente as pessoas deixam isso para a véspera do Natal, preocupando-se antes com a compra dos presentes'', diz Vieira.
No Hiper Muffato, da Quintino Bocaiúva, o movimento esteve melhor que no ano passado, segundo José Carlos da Silva, gerente da loja. Os produtos da época são os mais procurados. Ao contrário do ano passado, quando sobrou panetone, Silva acredita que hoje haverá muito pouco para vender. ''Tudo indica que não vai sobrar produto'', diz,

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