Comércio lidera número de empresa do PR
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sábado, 25 de outubro de 2008
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Brasil contava com 5,7 milhões de empresas com inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) em 2006. Em relação ao ano anterior houve um crescimento 1%. No Paraná, o número de unidades locais - considerando a soma das matrizes e filiais das empresas - passou de 407.270 em 2005 para 484.942, o que representa um crescimento de 19%. Os setores que tinham o maior volume de unidades locais no Estado foram o comércio e a reparação de veículos, objetos pessoais e domésticos com 234.875 lojas. O diretor do IBGE do Paraná, Sinval Dias dos Santos, disse que o comércio vem predominando o número de empresas no Estado nos últimos anos.
As atividades imobiliárias vêm em segundo lugar com 57.402 unidades locais, seguidas das indústrias de transformação (50.492), de serviços coletivos, sociais e pessoais (42.252) e alojamento e alimentação (31.881). No total, as empresas do Paraná tinham 2,781 milhões pessoas ocupadas, sendo 2,170 milhões com carteira assinada. Em 2006, estes trabalhadores receberam uma remuneração total de R$ 29,834 milhões.
No Brasil, do total de 5,7 milhões de empresas, 89,8% eram empresas, 0,3% órgãos da administração pública e 9,9%, entidades sem fins lucrativos. Nelas trabalhavam 41,4 milhões de pessoas (4,6% a mais que em 2005), sendo 82,6% assalariadas e 17,4% sócias ou proprietárias. Em relação a 2005, houve aumento de 6,0% no pessoal assalariado e redução de 1,9% no número de sócios ou proprietários. Nas empresas trabalhavam 72,9% do total de ocupados, contra 20,1% na administração pública e 7,0% nas entidades sem fins lucrativos.
Em 2006, segundo o Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) do IBGE, foram pagos R$ 536,9 bilhões em salários e outras remunerações, e um salário médio mensal de R$ 1.208,64. Houve aumento real de 10,5% em relação a 2005, quando o salário médio mensal era de R$ 1.093,801. De 2005 para 2006, a massa de salários teve aumento real médio de 17,2%, com destaque para a administração pública (27,2%), seguida pelas entidades sem fins lucrativos (16,5%) e pelas empresas (12,5%).


