A partir de hoje o comércio de Londrina funciona em horários especiais. Até o dia 23 - de segunda a sexta-feira - as lojas ficam abertas das 8h às 22h. Nos dias 07, 14, 21 e 22 (sábados e domingo) funcionam das 9h às 18h. No dia 24, o expediente volta ao normal - das 8h às 18h.
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina, Igarassu Louzada, prevê um crescimento nas vendas entre 20% e 30% em relação ao ano passado. Ele teme apenas que o alongamento nos prazos de pagamentos de eletroeletrônicos e eletrodomésticos prejudique as vendas à vista e a curto prazo dos outros setores, neste Natal.
‘‘Muitos consumidores comprometeram uma parte de seus salários e o 13º na compra de geladeiras, máquinas de lavar e televisores com prazos longos, de até 24 prestações. Isso deve dificultar as vendas de outros produtos’’, acredita Louzada, que também é proprietário da Confecções Cartola. ‘‘Se vendermos 20% mais do que no Natal passado já ficaremos satisfeitos’’.
O gerente da Lojas Dudony, Pedro Donizetti dos Santos, diz que o receio do presidente do Sindicato do Comércio de Londrina tem lógica. ‘‘Neste ano, as vendas de eletrodomésticos e eletroeletrônicos aumentaram 10% mês a mês. Tem muita gente com salário comprometido nas prestações’’, garante. Neste Natal, ele espera um incremento entre 25% e 30% em relação ao ano passado. ‘‘Com o real e as facilidades de pagamentos, as vendas foram boas o ano inteiro. Como o preço continua estável não deve haver corrida às lojas. O consumidor sabe que se deixar para comprar no início do ano que vem o preço será o mesmo’’.
A Dudony trabalha com até 24 pagamentos, com juros de 6,53% ao mês. ‘‘Ou o preço à vista em uma entrada e mais duas prestações. É por isso que, quando o motor de uma geladeira queima, o proprietário prefere comprar uma nova’’, diz Santos. Na loja, a geladeira mais barata é a Consul (230 litros) que custa R$ 349 à vista ou em 1+2. Em 24 vezes, a prestação mensal sai R$ 31,50.
Enquanto isso, a troca do motor de uma geladeira custa entre R$ 170 e R$ 200 e, a pintura, varia de R$ 100 a R$ 130, segundo o proprietário da Recorre, Gilmar Trazini. Ele concorda que os consumidores preferem comprar produtos novos a arcar com o custo de ‘‘grandes consertos’’. ‘‘Os pequenos continuam normais. Mas serviços como troca de motor e pintura caíram cerca de 40% neste ano em relação 95’’.
O gerente da Riachuelo, Antonio Sampaio de Andrade, descarta a possibilidade de queda nas vendas por causa dos eletrodomésticos e eletroeletrônicos. ‘‘No sábado passado, as vendas da loja aumentaram 83% em relação ao mesmo dia do ano passado por conta do recebimento da primeira parcela do 13º salário’’, diz.
Segundo Andrade, as vendas em novembro aumentaram 80% em relação ao ano passado. ‘‘Contratei 45 funcinonários extras para este Natal. As projeções são as melhores. Espero um incremento de 80% em relação a dezembro passado. Em relação ao mês passado, as vendas devem triplicar’’, prevê. Ele explica que o aumento nas vendas está relacionado as facilidades de pagamento e a queda de cerca de 15% nos preços dos produtos. A Riachuelo recebe cheque pré-datado para o dia 10 de fevereiro, no preço à vista. ‘‘Também dividimos o preço à vista em cinco vezes sem juros’’.

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