De 1995 a 2000, de acordo com dados do Cadastro Mobiliário de Londrina, o comércio local ampliou-se em 3.948 novos estabelecimentos, oferecendo a quem faz compras na cidade mais de 14 mil opções de locais de consumo. O setor de serviços cresceu 40% em relação a 1995, disponibilizando 13.612 prestadores de serviço para a cidade e para os municípios que compõem a zona de influência de Londrina, com população estimada em pouco mais de 800 mil pessoas.
Os números impressionam porque mostram o potencial econômico da cidade e o direcionamento que vem escolhendo para crescer. Em 2000, segundo levantamento de conselhos regionais e associações de classe, havia 1.259 médicos e 1.156 dentistas em atividade em Londrina,s em falar em 1.880 contabilistas.
Londrina também revela grande vigor, no que diz respeito a eventos regionais, estaduais e nacionais. Ao longo deste ano, já aconteceram ou vão acontecer cerca de 50 eventos de porte, de leilões de gado a feiras agropecuárias, passando por congressos e seminários de diversas áreas, e chegando aos festivais de música e teatro e aos campeonatos esportivos. Para atender às milhares de pessoas que circulam anualmente pela região, por conta desses eventos, existiriam, segundo dados de 2000, mais de 45 hotéis, cerca de 270 restaurantes, além de pizzarias, supermercados, hipermercados, padarias, confeitarias e panificadoras. Dispõe ainda 57 agências e 34 postos de serviços de 21 bancos
David Dequech, presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), diz que, só com serviços relacionados ao ensino, considerando um público total estimado em 38 mil alunos, dos quais 40% vindos de outros municípios e Estados, a rede comercial e de serviços da cidade contaria com um aporte financeiro anual da ordem de R$ 180 milhões.
Sandra Egashira, consultora em Recursos Humanos, que seleciona funcionários para o comércio varejista, o perfil do profissional procurado pelas empresas vem se modificando, conta que atualmente '' o que prevalece na hora de escolher um profissional é a sua capacidade de solucionar problemas, de se relacionar com a equipe e de se comunicar''.
No comércio, especialmente, que Sandra assegura ter sempre muitas vagas em aberto, há uma questão profissional ainda sem solução: os empresários ''costumam apenas reclamar do despreparo do funcionário, sem se dar conta de que seria necessário investir em seu treinamento''.
E para mostrar o quanto é importante o atendimento adequado, a consultora recorre a dados levantados por uma associação de shoppings centers: 85% dos clientes decidem a compra no ponto de venda. ''Como não investir no funcionário que ocupa uma posição tão fundamental na cadeia de consumo?'', questiona.

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