Brasília- A terceira geração da telefonia celular promete movimentar o mercado de fornecedores de equipamentos e ampliar a receita das operadoras. Há cerca de três anos esperando por uma definição da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o mercado aponta a 3G como uma maneira de oxigenar as vendas de celulares e de redes de telefonia. Nas empresas onde a nova tecnologia foi adotada, fora do Brasil, as receitas aumentaram cerca de 13%.
  O conselheiro da Anatel José Leite Pereira Filho, relator do processo de implantação da terceira geração, explica que a 3G vai permitir às empresas aumentar suas receitas pela maior oferta de serviços e pela ampliação do mercado. ‘‘A terceira geração é um incentivo para as empresas porque o negócio delas hoje ainda é de transmissão de voz’’, afirmou.
  Segundo o presidente da Qualcomm, Marco Aurélio Rodrigues, a implantação da 3G na Europa se acelerou desde o ano passado. Ao todo, são 100 milhões de usuários de terceira geração no mundo e a expectativa é de que no fim deste ano sejam 200 milhões. A Europa lançou as primeiras redes em 2001 e, no fim de 2005, tinha 50 milhões.
  No Brasil, há hoje 105 milhões de celulares. A avaliação da Anatel é de que ainda há espaço para a telefonia celular crescer. A expectativa do mercado é chegar a 150 milhões nos próximos anos.
  A implantação da 3G no País é aguardada ansiosamente também pelos fornecedores de equipamentos, cujo mercado está estacionado há cerca de dois anos. (G.M.)

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