Comércio fechado prejudicou vendas
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 15 de junho de 2015
Thamiris Geraldini<br> Equipe Bonde 
O fechamento do comércio na última sexta-feira (12) em Londrina prejudicou significativamente as vendas do setor para o Dia dos Namorados. A afirmação é da Associação Comercial e Industrial e Londrina (Acil) que, embora não tenha feito o levantamento das vendas no período, garante a queda. A data comemorativa é tida como a terceira melhor para vendas no comércio. As lojas do centro ficaram fechadas no último dia 12, por causa do feriado em que foi celebrado o dia do Sagrado Coração de Jesus, padroeiro da cidade.
De acordo com o diretor comercial da Acil, Fernando Moraes, manter as lojas abertas em horário extracomercial na quarta e quinta-feira, dias que antecediam o feriado, não foi compensatório. "Nem todos os estabelecimentos permaneceram abertos até às 21h, alguns optaram por fechar em horário normal. Além disso, grande parte dos consumidores não sabiam do horário diferenciado, o que prejudicou a movimentação. Saímos muito prejudicados".
O volume de vendas a prazo na semana anterior ao Dia dos Namorados, entre 5 e 11 de junho, caiu 7,82% em comparação com o mesmo período do ano passado, informou ontem, o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito). Para a empresa, o resultado negativo indica que as vendas devem se manter em queda até o fim do ano, já que a data é a segunda mais importante do primeiro semestre para o setor varejista, atrás apenas do Dia das Mães.
Em 2014, as vendas parceladas para o Dia dos Namorados também apresentaram recuo, com queda de 8,63%, motivada principalmente pela Copa do Mundo, que teve início exatamente no dia 12 de junho do ano passado.
Em nota divulgada à imprensa, a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, explica que o resultado negativo deste ano se deve ao enfraquecimento do poder de compra do consumidor, causado pela alta dos juros e inflação elevada. Para Marcela, com a alta dos preços e o aumento do desemprego, os compradores também optam por compras à vista. "A incerteza em relação ao futuro da economia impacta nos compromissos financeiros, como o parcelamento de compras." (Com agências)


