Curitiba - Levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) revelou que o comércio paranaense está vendendo e contratando mais este ano. O faturamento aumentou 11,52% no período janeiro a agosto deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. O comércio já está respondendo por 22% dos empregos criados no Estado. A dinamização do setor provocou ainda aumento de 6,1% no consumo de energia no mês de setembro.
O nível de emprego aumentou 7,31% no acumulado de janeiro a setembro em comparação com igual período do ano passado. No mês de setembro, o nível de emprego no comércio aumentou 0,70%, que significou a criação de 2.731 vagas. O saldo de empregos gerados este ano somam 26.861 postos de trabalho, dos quais 72,15% foram criados no comércio do Interior e o restante, na Região Metropolitana de Curitiba.
O aumento do faturamento e das contratações ocorreu mais no comércio atacadista de máquinas para uso agropecuário, lojas não-especializadas que vão desde um magazine até um grande hipermercado que vende de tudo, varejo de alimentos, bebidas e fumos, vendas e manutenção de veículos e motos, varejo de peças e acessórios para veículos.
Já os segmentos que mais venderam nos primeiros oito meses do ano foram o de Móveis e Eletrodomésticos (30,6%), Tecidos, Vestuário e Calçados (12,6%), Hiper e Supermercados (10,35%) e Combustíveis e Lubrificantes (5,24%).
De acordo com o economista Cid Cordeiro, do Dieese, o aquecimento do comércio vem correndo em função do aumento no preço das mercadorias, prática favorecida pelo crescimento da economia. Ele atribuiu o crescimento no número de empregos à ação da fiscalização da Delegacia Regional do Trabalho (DRT) que vem exigindo a regularização de empregos que já existiam.
O aumento no consumo de energia já acumula um consumo 6,13% maior no período janeiro a setembro em relação ao mesmo período do ano passado. (V.C.)

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