Comércio está otimista com vendas de Natal
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quinta-feira, 18 de novembro de 2004
Vera Barão<br> Reportagem Local 
A onda de recessão que afetou diretamente as vendas de Natal em 2003 não assusta os comerciantes este ano. Pelo contrário, eles estão otimistas e acreditam em crescimento em relação ao mesmo período do ano passado. O sorteio de um apartamento e de vale-compras pela Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) devem puxar as vendas já a partir do início de dezembro.
Em 2003, as vendas natalinas fecharam com decréscimo de 7%, segundo o presidente da Acil, Augusto Rapcham. Para 2004, ele prevê um crescimento de 10% em relação à média dos últimos três finais de ano. A expectativa tem como base o crescimento nas vendas nas datas comemorativas ao longo do ano (dia das mães, namorados, pais e crianças). ''Tivemos um crescimento de 10% nessas datas e esperamos o mesmo percentual para o final de ano'', avalia Rapcham. Segundo ele, a partir do segundo semestre deste ano também constatou-se a recuperação do crédito, através das compras parceladas.
Além de sorteios de vale-compras e de um apartamento no valor de R$$ 40 mil, a Acil aposta na abertura do comércio à noite, a partir de 1º de dezembro, e também na iluminação de Natal para estimular as pessoas a passear pela área central. Em parceria com o Município, a entidade deverá lançar o concurso de iluminação de fachadas das lojas, no qual as três melhores serão premiadas. O Município também vai iluminar os espaços públicos.
O clima de otimismo toma conta dos lojistas que acreditam que o consumidor está mais disposto a adquirir neste Natal o que deixou de comprar durante o ano. O gerente da BJ Santos, Arnaldo Fortes, aposta no crescimento das vendas já a partir do final de novembro, quando os trabalhadores recebem a primeira parcela do 13º salário. ''Para nós o ano passado foi bom, mas queremos vender 30% a mais que no Natal passado'', disse.
Para ele, a campanha da Acil e as promoções são fundamentais para puxar as vendas. ''Vamos divulgar em mídia nossas promoções para trazermos gente inclusive da região para comprar aqui'', enfatiza. A dona de casa Odaly Maria Nissola, 62 anos, que olhava algumas vitrines, também está mais confiante neste final de ano. ''Acho que vou comprar mais'', disse ela, que já começou a pesquisar os preços.
No Magazine Luíza da Rua Benjamim Constant, o gerente Anderson dos Santos aposta na abertura do comércio à noite para vender melhor. ''Quando começa a funcionar à noite, as vendas começam a crescer. A nossa expectativa é excelente para este período'', informa Santos. O entusiasmo dele é fundamentado nas boas vendas obtidas a partir do segundo semestre. ''Cada mês está sendo melhor do que no ano passado e, seguindo essa linha, a tendência é que dezembro seja bem melhor do que em 2003'', argumentou.
Ontem foi a primeira vez que a atendente de call center, Carolina Souza Nonino, 24 anos, saiu para pesquisar preços nas lojas já pensando no Natal. ''Quero ver primeiro os preços para depois me organizar e ver o que posso comprar'', disse ela na saída de uma loja de departamento do Centro. Também estava de olho nos preços a consultora Josilane Borrasca, 25, que acredita que o poder de compra do brasileiro melhorou um pouco mais. ''Eu devo comprar mais, com certeza.'', completou.


