Comércio está mais confiante em 2014
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sábado, 15 de março de 2014
Mie Francine Chiba<BR>Reportagem Local 
Pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR) mostrou que, em todo o Paraná, 62% dos comerciantes estão confiantes quanto ao aumento das vendas em 2014. Este índice é maior que o do segundo semestre de 2013, quando apenas 54,58% acreditavam em melhora.
Daqueles que se encontram otimistas, 53,40% acreditam que as vendas no primeiro semestre serão 5% a 10% maiores que as do primeiro semestre de 2013, e 53,89% incrementaram o estoque para isso.
O comerciante do Norte do Paraná é o mais esperançoso. Dos entrevistados na região, 65% responderam que estão confiantes de que terão melhores resultados, à frente das demais regiões Oeste, Central e Curitiba e Região Metropolitana.
Para a Fecomércio, o otimismo maior no Norte do Estado tem relação com o bom momento da safra - ainda que a seca tenha causado quebras -, e com a esperança de recuperação depois de um ano de baixo rendimento.
Na opinião do presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Flávio Balan, os comerciantes deverão manter, neste primeiro semestre, o mesmo otimismo verificado em 2013 quando, segundo ele, o desempenho do comércio acompanhou a média nacional. Para Balan, Londrina passa por um bom momento com obras de infraestrutura, reforma do Calçadão, estabilidade jurídica e segurança política. "Estamos sendo contemplados com boas notícias."
Dificuldades
Os percentuais mais elevados este ano, porém, ainda são considerados baixos pela Fecomércio. Entre as principais dificuldades apontadas pelos comerciantes estão a carga tributária, a falta de recursos próprios para capital de giro, a falta de mão de obra qualificada e os encargos sociais elevados. No segundo semestre de 2013, a instabilidade financeira e o comprometimento da renda do consumidor foram os maiores desafios, responderam os comerciantes.
A instabilidade do câmbio e as taxas de juros elevadas, na opinião de Balan, foram fatores que atrapalharam o comércio em Londrina em 2013. Atualmente, a substituição tributária que alterou a maneira como são cobrados os impostos também deverá trazer reflexos negativos às empresas, ele completa, sobretudo às micros e pequenas.
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