Comércio espera vender mais
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quinta-feira, 05 de dezembro de 2002
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba O comércio de Curitiba e região metropolitana está apostando nas vendas de final de ano para recuperar as vendas perdidas. A expectativa é encerrar o ano com um crescimento de 10% em relação ao ano passado. A avaliação é de Rubens Brustolin, presidente da Federação do Comércio, Sesc e Senac do Paraná. Ele divulgou ontem o resultado de uma pesquisa feita com cerca de 300 empresas do comércio de Curitiba e região.
A pesquisa que faz um perfil do empresariado, do comportamento das vendas, de estoques, de empregados e da criação de empregos será estendida para outras regiões do Estado, para que a federação tenha um ''raio-x completo do comércio do Paraná''. Em Londrina, a pesquisa começa a ser feita entre março e abril de 2003.
A pesquisa revela que 77% dos comerciante também acham que vão vender mais em 2003. Segundo Brustolin, o motivo desse otimismo é a tranquilidade do empresário em relação do governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.
A pesquisa apontou que este ano não houve aumento dos estoques porque o aumento dos juros tira toda a possibilidade de lucro. E ainda revelou que as empresas preferem anunciar primeiro em rádio, depois através de mala direta, em seguida jornal e por último recorrem à tevê.
Com relação às vendas, o comércio registrou uma queda de 6,81% no período janeiro a outubro, em relação ao mesmo período do ano passado. Em relação ao mês de setembro, as vendas registradas em outubro mostram crescimento de 5,47% o que representa uma reação, típica do último trimestre do ano, puxada pelas vendas do Dia da Criança, analisou Brustolin.
No acumulado do ano, as vendas caíram em decorrência do péssimo desempenho das vendas de concessionárias de veículos e lojas de material de construção. Já os ramos de livrarias e papelarias e óticas tiveram melhores vendas. No mês de outubro, o crescimento das vendas foi liderado pelos ramos de móveis, decorações e utilidades domésticas e vestuário. Os piores desempenhos ficaram com livrarias e papelarias e autopeças e acessórios.
Já ass compras caíram 9,48% no período janeiro a outubro deste ano, em comparação com 2001. Em outubro, as compras tiveram um crescimento de 3,47% em relação ao mês anterior.


