Curitiba - O movimento dos consumidores nas lojas em abril caiu 1,4% na comparação com março. Os dados foram divulgados ontem e fazem parte do Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio. Os principais motivos que levaram à esta queda foram a alta da inflação e da taxa de juros. Além disso, a Páscoa, que geralmente é comemorada em abril, neste ano, foi em março, o que derrubou as vendas de alimentos e bebidas no mês passado. Depois do recuo de abril, para maio, é esperada uma recuperação com a comemoração do Dia das Mães. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Datacenso a pedido da Associação Comercial do Paraná (ACP) apontou uma estimativa de 6% de expansão nas vendas que devem ser motivadas pela data comemorativa.
A pesquisa do Serasa apontou ainda que, na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve crescimento de 10% no movimento nas lojas em abril de 2013. Nos quatro primeiros meses deste ano, a atividade do comércio acumulou alta de 12,9%.
Dos seis grupos pesquisados pelo Serasa, quatro apresentaram queda em abril. Caíram as vendas de supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (-0,8%); móveis, eletroeletrônicos e informática (-3%); combustíveis e lubrificantes (-1,3%), veículos, motos e peças (-0,6%). Apenas tecidos, vestuário, calçados e acessórios e material de construção tiveram alta em abril de 1% e 0,7%, respectivamente.
O economista do Serasa Experian, Luiz Rabi, disse que, em abril, a inflação chegou mais forte no bolso do consumidor e o aumento dos juros acabou atingindo a confiança das pessoas e impactando nas vendas de bens duráveis móveis, eletroeletrônicos e produtos de informática. Segundo ele, o setor de vestuário acabou abril com alta porque ainda houve reflexo das liquidações e promoções de peças de verão.
Ele acredita que as vendas do comércio em 2013 fechem no positivo, mas em um patamar menor do que no ano passado. Rabi lembrou que, neste ano, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) já está em patamar maior que em 2012 para veículos e a linha branca. O economista prevê aumento nas vendas do comércio em maio, motivadas pelo Dia das Mães.
Para o consultor econômico da ACP, Cláudio Shimoyama, a inflação gerou insegurança no consumidor em abril e isso provoca desestímulo ao consumo. Ele acredita que o resultado das vendas do Dia das Mães ainda vai depender das estratégias que os comerciantes utilizarem e do índice de inadimplência.
O presidente da Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio), Darci Piana, disse que o comércio vem em um certo declínio em função da inadimplência que foi provocada por compras anteriores que os consumidores fizeram. Ele lembrou que os bancos começaram também a fazer mais exigências para conceder empréstimos e também para renová-los. Para maio, ele prevê aumento nas vendas em função da data comemorativa e do aumento do mínimo regional no Paraná.

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