Curitiba - O Natal deste ano será pelo menos 5% melhor do que o de 2010, na avaliação do vice-presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Vitor Augusto Koch. No ano passado, o Natal foi considerado o melhor dos últimos dez anos, segundo a própria entidade. ''Podem ter certeza: teremos um Natal muito bom, melhor do que o ano passado'', entusiasmou-se, complementando que a entidade projeta uma expansão sobre 2010 de pelo menos 5% nas vendas.
De acordo com Koch, haverá crescimento do faturamento do comércio no final do ano, entre outros pontos, até pela simples contabilização da alta dos preços dos produtos, gerada pela inflação. ''Além disso, não existe notícia de desemprego. Então, ninguém vai deixar de comprar presentes. Certamente haverá consumo'', afirmou.
Na avaliação do vice-presidente da CNDL, a notícia de que o comércio colocou o pé no freio na aquisição de estoques para o final do ano se circunscreve ao setor varejista das grandes redes. ''O grande varejo tem programação, pois a logística precisa estar toda contemplada'', argumentou. De acordo com ele, tradicionalmente, os pequenos lojistas começam a se preparar para o Natal a partir da segunda quinzena deste mês. ''Não procede dizer que há esfriamento. O consumo continua aquecido'', afirmou. Ele não soube informar, porém, qual a participação de cada segmento no setor em termos de faturamento.
Koch lembrou ainda que, historicamente, a segunda metade do ano é melhor do que a primeira para o comércio. ''Aquela afirmação de que o segundo semestre é o melhor em vendas está se confirmando'' disse.
No Paraná, o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Nivaldo Benvenho, acredita que é possível superar os 5% em vendas. Ele prevê um aumento de 5% a 7% para o Natal deste ano. ''Temos que aguardar os efeitos da redução dos juros'', ponderou. Segundo ele, a expectativa é que o consumo interno no Brasil minimize o impacto das crises econômicas nos Estados Unidos e na Europa.
Já o consultor econômico da Federeção do Comércio (Fecomércio), Vamberto Santana, disse que ainda é muito cedo para ter estimativa de vendas para o Natal. A entidade deve ter essa perspectiva depois do dia 15 de setembro. ''Não há na economia a identificação dos efeitos decorrentes da queda dos juros realizada pelo Banco Central'', comentou. Para ele, as vendas de fim de ano vão depender do efeito dos juros na inflação e da geração de empregos.
O coordenador da câmara setorial de confecções da Associação Comercial do Paraná (ACP), Rui Carlos Machado de Souza, considerou otimista a previsão feita pela CNDL, uma vez que há medidas do governo federal para reduzir o consumo, o que puxa para baixo as vendas. Além disso, disse, o consumidor está com grau de endividamento alto. ''O lojista que atingir o mesmo volume de vendas do ano passado, tem que se dar por contente'', afirmou. A ACP ainda não tem uma previsão de vendas para este Natal.
Em Curitiba, já há lojas que estão vendendo produtos de decoração de Natal. A Casa dos Bonecos, loja tradicional do bairro de Santa Felicidade, começou a vender enfeites e árvores de Natal em agosto. Cerca de 90% do estoque já está disponível. ''Os clientes já estão comprando'', disse a gerente Ariana Fiorentin. (Com agências)

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