O Dia dos Pais promete ser positivo para o comércio varejista paranaense. Uma pesquisa realizada nesta semana pela Associação Comercial do Paraná (ACP) mostra que os lojistas da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) e do Litoral estão empolgados com a data. Cerca de 50% dos consultados acreditam que as vendas serão melhores em comparação ao ano passado, sendo que 29,5% visualizam um crescimento de pelo menos 11%.
Para Avani Slomp Rodrigues, presidente da ACP, tais números refletem o aumento de empregos no Estado aliado a um maior salário médio dos consumidores. ''Estes bons salários acabam estimulando muito as vendas. Acredito que o grande fornecimento de crédito para os consumidores também auxilia bastante'', indica Avani. A presidente tem razão, cerca de 53% dos varejistas acreditam que as vendas no Dia dos Pais serão realizadas com cartão de crédito ou à prazo, com carnês, aponta a pesquisa.
Em Londrina, Nivaldo Benvenho, presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), também está empolgado com a chegada da data. Segundo ele, o crescimento esperado é de pelo menos 9%. ''Não estamos falando de recuperação, mas sim de crescimento real em comparação ao ano passado. Vale lembrar que Londrina também melhorou os valores de 2008 para 2009'', retrata o presidente da Acil.
Segundo Benvenho, esses bons números estão diretamente ligados à queda da inadimplência e, como disse a representante da ACP, ao aumento substancial dos empregos. ''Diminuindo a inadimplência, o consumidor volta a ficar apto a comprar novamente. Não podemos esquecer daquele crescimento de 208% nos empregos formais na cidade no primeiro semestre. O dinheiro volta a circular , o que deixa todo o cenário positivo'', avalia.
Questionado sobre o aumento do Banco Central em relação a taxa Selic para 10,75% ao ano, Benvenho ressalta que a reação não é imediata no comércio, entretanto não concorda com a atitude do governo. ''É um erro (do governo). Esta claro que a economia não manteve o crescimento do primeiro semestre, então não era necessário todos estes aumentos'', complementa o presidente da Acil.

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