Comércio entre Brasil e Cuba cresceu 348%
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Rodrigo Petry<br>Agência Estado 
São Paulo- Desde que a maior economia da América Latina passou a ser governada pelo PT, o único País comunista da região acabou colhendo os frutos no comércio externo com as afinidades ideológicas históricas com o partido. A vitória do PT contribuiu para que as relações comerciais com a ilha de Fidel Castro crescessem 348%, desde a posse de Lula em janeiro de 2003.
Em 2002, o País registrou uma corrente comercial de pouco mais de US$ 88 milhões com os cubanos. Porém, a partir do ano seguinte, o quadro foi alterado. As relações comercias saltaram de US$ 91,992 milhões, em 2003, para US$ 412,641 milhões, no ano passado - recorde histórico anual entre os dois países. O crescimento comercial foi acompanhado por ambos os lados, mesmo que o Brasil ainda registre um superávit de US$ 235,06 milhões.
As compras brasileiras de produtos de Cuba, desde 2003, avançaram 296,6%, encerrando 2007 em US$ 88,790 milhões. O crescimento das importações cubanas no ano passado, por exemplo, foi de 181%, mesmo com as compras não ultrapassando 27 produtos e concentradas em apenas três: produtos farmacêuticos, nafta para petroquímica e medicamentos. Já o Brasil acumulou, entre 2003 e 2007, aumento de 365,2% em suas exportações a Cuba.
No ano passado, as vendas externas somaram US$ 323,8 milhões, concentradas em açúcar, soja, café e carnes. No entanto, as possibilidades de inserção de produtos brasileiros em Cuba são maiores, de acordo com estudo elaborado pela Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), para orientar empresários que participaram da XXV Feira Internacional de Havana, que aconteceu em novembro do ano passado.


