As vendas de ovos de chocolate cresceram entre 7% e 10% nesta Páscoa em Londrina na maioria dos supermercados ouvidos ontem pela Folha. No sábado, faltou variedade de produtos nas tradicionais ‘‘parreiras’’ procuradas pelos consumidores de última hora.
Celina Ribeiro, sócia-proprietária do Supermercados Ribeiro, vendeu 10% mais do que no ano passado. Ela conta que no sábado só restavam ovos grandes - com preços superiores a R$ 13. ‘‘Mas vendemos tudo até a hora do fechamento da loja’’, afirmou ontem, satisfeita com o resultado. Celina diz que as indústrias não entregaram todos os pedidos nesta Páscoa. ‘‘Se tivéssemos ovos, teríamos vendido 30% mais do que no ano passado’’, previu.
As vendas de bombons aumentaram 30% neste ano, segundo Celina. Mas não foi só o consumo de chocolate que cresceu no supermercado. Ela conta que houve acréscimo de 30% nas vendas totais em relação aos finais de semanas normais. ‘‘O movimento foi tão bom quanto o do Natal. Vendi 3,6 mil litros de refrigerantes. Normalmente, o movimento nos fins de semana equivale à metade disso’’, afirmou.
O diretor comercial do Supermercados Viscardi, Ademar Vedoato, calcula que vendeu 7% mais de ovos do que na Páscoa passada. Segundo ele, não faltou o produto nas lojas da rede. ‘‘Mas as vendas de barras e bombons diminuíram’’, diz o comerciante, sem saber quantificar a queda em relação ao ano passado. Vedoato preparou um estoque de ovos 8% maior do que na Páscoa passada, já prevendo procura maior este ano.
Mesmo fazendo um estoque 50% maior do que em 97 para garantir que não faltaria a mercadoria no Carrefour, o diretor da loja em Londrina, Edgar João Marchiori, afirma que no sábado já não havia ovos nas parreiras. ‘‘Só sobraram os quebrados, que devolverei para os fabricantes. Vendemos 60 toneladas de ovos. Para o próximo ano, devo aumentar meus pedidos em 15%’’, já planeja. ‘‘O consumo de chocolate per capita no Brasil é quatro vezes menor do que na Europa. Temos muito que crescer’’, entusiasma-se.

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