Comércio eletrônico cresceu 163% em 2003
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quarta-feira, 24 de março de 2004
Carla Jimenez 
São Paulo- O comércio eletrônico para o consumidor final cresceu 163% no País em 2003, segundo a Pesquisa Comércio Eletrônico no Mercado Brasileiro, elaborada pela Fundação Getúlio Vargas/Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV-Eaesp). Em 2002 o e-commerce movimentou no País US$ 1,9 bilhão e no ano passado esse valor subiu para US$ 4,5 bilhões. Segundo o professor e coordenador da pesquisa, Alberto Albertin, esse montante equivale a 2,08% do total transacionado no varejo brasileiro.
Já o comércio eletrônico entre empresas (ou B2B, de ''business to business'') dobrou de tamanho em 2003, passando de transações de US$ 5,7 bilhões em 2002 para US$ 12 bilhões no ano passado, ou 4,94% do total movimentado no comércio tradicional entre corporações.
A área de serviços, que inclui Internet banking, teve a maior curva de crescimento no B2B, passando de terceiro para segundo lugar entre 2002 e 2003. Quem lidera, entretanto, o uso do comércio eletrônico corporativo é a indústria. O comércio está em terceiro lugar.
Serviços também passou para o segundo lugar no e-commerce para consumidor final em função do crescimento dos serviços financeiros online. Entre as empresas que operam com comércio eletrônico, 91% delas utilizam a ferramenta para atendimento ao clientes; 58% para a cadeia de suprimento, na aquisição de produtos de escritório, limpeza etc.; e 48% para o desenvolvimento de produtos e serviços.
Segundo Albertin, as empresas ainda não utilizam o comércio eletrônico para a aquisição de matérias-primas. ''As empresas já investiram nos processos de EDI (Electronic Data Interchange, que não necessariamente é feito pela Internet). Daí, ainda não vale a pena migrar para o e-commerce'', explica.
Estratégico - Numa nota de zero a cinco, as empresas consultadas pela pesquisa nomearam qual o peso de diversos indicadores no comércio eletrônico. Segurança e privacidade ficou em primeiro lugar com 4,45. Em seguida, veio alinhamento estratégico, que superou este ano o item relacionamento com cliente. Segundo o professor Albertin, as empresas passaram a compreender que a Internet faz parte de uma estratégia integrada, portanto não funciona individualmente, como se supunha no final dos anos 90.


