Comércio e setor de serviços são a saída
São Paulo - Por enquanto, os setores cujos investimentos crescem na comparação com o ano passado são aqueles em que, na maioria, a necessidade de mão-de-obra é menor, como se depreende de um levantamento dos anúncios de investimentos, nos dez primeiros meses do ano, divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento. Entre os setores que mais investem estão papel e celulose, siderurgia, mineração e petroquímica. No entanto, são pouco intensivos em mão-de-obra. ''Esse perfil de investimento não gera muito emprego'', diz Castelar.
A pesquisa do Ministério do Desenvolvimento revela que as intenções de investimentos somaram US$ 67,890 bilhões, 61,5% a mais do que de janeiro a outubro do ano passado (US$ 42,032 bilhões). Muitos dos projetos não criam postos de trabalho. A Degussa vai aumentar de 40 mil para 60 mil toneladas/ano a capacidade de produção de peróxido de hidrogênio (usado no branqueamento de celulose) de sua fábrica em Aracruz (ES), sem criar nenhum emprego. A unidade tem 120 funcionários.
A saída para o emprego é o comércio e os serviços. No ano que vem, a rede Casas Bahia, vai abrir 30 lojas em várias cidades do País com mais de 80 mil habitantes. A expectativa de seu diretor administrativo Michael Klein é de gerar 3 mil postos de trabalho, igualando o número vagas de criadas neste ano. A rede deve fechar 2003 com 250 lojas e cerca de 20 mil funcionários.
O setor de serviços está dando oportunidade para muitos jovens conseguirem seu primeiro emprego. O estudante Carlos Augusto de Oliveira, de 18 anos, morador de Sorocaba (SP), está trabalhando pela primeira vez vida numa padaria e rotisserie da cidade.





